Cinema: Os Pinguins do Papai

Passado, Sentimentos e Pinguins…

Jim Carrey de volta aos bons tempos em “Os Pinguins do Papai”.

Tom Popper é um especialista em comprar imóveis antigos, para que sejam demolidos de forma que sua empresa possa construir modernos edifícios. Ele almeja se tornar sócio da empresa, mas para atingir o objetivo precisa cumprir uma última missão: convencer a senhora Van Gundy, dona de um tradicional restaurante localizado no centro de Nova York, a vender o imóvel. Algo que não será nada fácil, já que ela apenas aceita vender o local para alguém que tenha princípios. Paralelamente, Popper recebe a notícia de que seu pai, um aventureiro que rodou o mundo cujo contato quase sempre foi através do rádio, faleceu na Antártida. No testamento ele deixa para o filho um pinguim, entregue em uma caixa refrigerada. Sem saber o que fazer, Popper resolve ficar com ele após perceber a afeição que seus filhos nutrem pelo animal.

Os Pinguins do Papai não traz nada de novo para o mundo do cinema. É um filme para agradar toda a família, e a criançada vai adorar por causa dos pinguins. Mas o grande mérito deste filme, é trazer o bom e velho Jim Carrey de volta. É lógico que Os Pinguins do Papai, não chega a ser uma comédia sem noção como é Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros e Ace Ventura, e nem filmes mais elaborados como O Mentiroso ou Todo Poderoso. Mas percebemos aqui que Jim Carrey está com o mesmo espírito alegre que teve em todos esses filmes citados, entre outros. Aqui, Carrey está com a piada na ponta da língua, volta a fazer graça com as suas caras e bocas como só ele sabe fazer, e assim ele dá um show em cena, juntamente com os seus colegas pinguins.

O filme não tem um roteiro primoroso. Com poucas surpresas, quando o filme chega na metade já sabemos como terminará. Mas é muito interessante ver a evolução do personagem Tom Popper, que é um pai meio ausente, e às vezes tem lembranças do pai, mas conforme ele vai vivendo com os pinguins, ele aprende e entende o quanto é importante conviver em família. É um filme que percebemos que Jim Carrey deve ter improvisado bastante, principalmente nas cenas com os pinguins. Em nenhum momento percebemos que o Diretor Mark Waters teve muito trabalho. Mas ficou até melhor, pois Jim Carrey trabalhou muito bem, e essa é a sua melhor atuação desde Todo Poderoso e Sim Senhor!.

Um filme que todos vão gostar, com pinguins carismáticos e o bom e velho Carrey de volta. E só em ter aquele Jim Carrey que a gente aprendeu a gostar, Os Pinguins do Papai merece ser descoberto.

Nota: 8,0

Mr. Popper’s Penguins, 2011. Direção: Mark Waters. Com: Jim Carrey, Carla Gugino, Angela Lansbury, Madeline Carroll, Ophelia Lovibond, Philip Baker Hall, Jeffrey Tambor. 94 Min. Comédia.

Evilmar S. de Almeida

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2 pensamentos sobre “Cinema: Os Pinguins do Papai

  1. Não acho que Jim Carrey esteja em sua melhor forma, tampouco em seus melhores dias como ator de comédias salpicadas de muito riso e descontração como fora no passado.Só para citar alguns: O Máscara, Debi & Lóide e O Mentiroso, sucessos nos quais Jim mostrou-se cômico e extremamente engraçado. Agora, em Pinguins do Papai, o cara não consegue transmitir a mesma sagacidade tão gloriosa dos trabalhos anteriores, deixando a desejar e muito com “palhaçadas” insossas com os seus amigos polares…
    Não gostei, mas respeito a carreira brilhante de Jim Carrey e todo o legado que ele representa para o humor nos filmes. Na minha opinião, se tivessem escolhido outro ator para o papel, ficaria melhor. Não foi dessa vez, Jim!

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