Memorável: Tudo Acontece em Elizabethtown

Claire mostra a Drew o caminho da felicidade.

Em uma comovente história, Drew Baylor, um poderoso designer cuja vida se torna completamente descontrolada em um dia fatídico. Indo para Elizabethtown em virtude da morte do pai, Drew conhece Claire. Ela é bonita, tem um temperamento inabalavelmente positivo e decidiu ser a garota que vai guiar Drew de volta para casa e ensinar a ele o que significa viver e amar durante o caminho.

Certos filmes tem alma. E esse é um deles. Uma história simples dirigida brilhantemente por Cameron Crowe e que toca em diversos assuntos como fracasso, descobrimento, responsabilidade, luto e amor.

Família reunida na morte do pai.

É de se contar nos dedos os filmes que contam uma história tão bonita sobre fracasso como Tudo Acontece em Elizabethtown. Cameron Crowe mostra de maneira clara e objetiva como é a vida de uma pessoa no momento do sucesso e no momento do fracasso. O que acontece com o personagem de Orlando Bloom, Drew Baylor é tão real que é impossível não se colocar no seu lugar. Não somos bobos, e sabemos que essa situação pode acontecer com a gente. Quando estamos bem, vivemos rodeados de pessoas… mas é bem provável que quando estivermos mal, muita gente deixe de nos acompanhar… a verdade é dura, mas é a vida.

Quando Drew se torna um fiasco para a empresa que trabalha e é demitido por causar um prejuízo de milhões, ou como é dito no filme: “quase um bilhão”, Drew tenta o suicídio e no mesmo momento ele recebe uma ligação informando a morte do pai. Com o choro da irmã e o descontrole da mãe, ele assume a responsabilidade de sustentar o equilibrio da família. Mas sem esquecer do seu plano: quando tudo terminasse, ele continuava com a ideia de se matar.

Drew e Claire: romance a vista.

Em uma viagem a terra natal de seu pai para pegar o corpo, Drew conhece a linda e bela Claire. Claire logo sente a conexão entre os dois, e logo puxa conversa e os dois tem um ótimo papo na viagem. Mas o fato de Drew ter conhecido Claire muda toda a sua vida. A cada encontro que ele tem com Claire percebemos que a alegria de viver está voltando, e aos poucos a ideia de se matar vai deixando a sua cabeça. Os dois personagens tem cenas incríveis… uma das mais lindas, é a que eles passam horas falando no telefone e depois resolvem se encontrar para ver o nascer do sol.

A cena do telefonema: uma das mais belas cenas do filme.

Drew vai exorcizando os seus demônios, graças a alegria de viver de Claire. Assim, ele passa a ter um bom convívio com alguns dos parentes de seu pai, além de reconhecer que era um pouco distante do pai. E o mais legal é que, depois de reconhecer que era um pouco afastado, ele passa a ter um relacionamento bem próximo das cinzas do seu pai, já que o mesmo foi cremado. O relacionamento é feito de maneira tão genial e brilhante que não fica piegas e não cai na galhofa.

Para completar o renascimento do personagem no filme, Claire prepara a viagem dele de volta ao som de muita música e dando dicas de coisas para ele fazer durante a viagem. Em meio a dança, histórias e choro, Drew renasce. E essa cena termina com um belo plano dela para ele encontrá-la. Toda essa cena acontece de maneira mágica. Impossível não se emocionar.

Drew coloca todo o sentimento para fora na forma de choro.

O roteiro é espetacular e durante todo o filme, são faladas frases marcantes como: “Nenhuma tranza que eu tive na vida foi tão pessoal como aquele beijo…“; e “Dê a volta por cima e faça eles perguntarem porque você ainda sorri…” entre outras.

Personagens tão bem construídos graças ao ótimo roteiro, que também é escrito por Cameron Crowe. O filme também tem uma trilha sonora linda, daquelas de você ir cantando junto, conforme o filme vai passando. Roteiro, trilha, montagem, fotografia, atuações e direção. Enfim, um filme perfeito.

Cameron Crowe aproveita também para trazer Orlando Bloom em um personagem totalmente diferente do que ele está acostumado a interpretar. O eterno Légolas, se sai muito bem, e tem uma ótima atuação. Agora é impossível não se apaixonar por Kirsten Dunst, e a sua adorável Claire. Simplesmente demais a atuação dela, esbanjando carisma ela é uma atração à parte, com uma personagem que aprecia a vida e o que ela tem de melhor. Não tem como você não querer seguir as ideias dela. Também é um prazer ver Susan Sarandon em cena, competente e graciosa como sempre, mais uma vez ela tem uma ótima atuação. O filme ainda conta com Alec Balddwin e Jessica Biel no elenco.

Fotografando cada momento marcante: marca registrada de Claire.

É isso, um filme que fala sobre a alegria que é viver, não importando o que aconteça, se você estiver com as pessoas certas, você estará bem. E como diria o pai de Drew: “Se não fosse isso, seria outra coisa…

Nota: 10,0

Elizabethtown, 2005. Direção: Cameron Crowe. Com: Orlando Bloom, Kirsten Dunst, Susan Sarandon, Jessica Biel, Loudon Wainwright, Paula Deen, Paul Schneider, Alec Baldwin. 124 Min. Romance.

Evilmar S. de Almeida

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