Cinema: Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Intrigas, Mistérios e Assassinatos…

A garota com a tatuagem de dragão: misteriosa

Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada e entrega o caso nas mãos de Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo cuja carreira e credibilidade se encontram ameaçados após um processo por difamação.

Se ainda restava alguma dúvida sobre o talento de David Fincher, este filme acaba com todas elas. Filmes sobre assassinatos misteriosos não são novidades na carreira do diretor. Em 1995 ele dirigiu o espetacular Seven – Os Sete Crimes Capitais e em 2007 dirigiu o peculiar Zodíaco. Nesses dois filmes, Fincher implantou um mistério de deixar o espectador aflito, e em ambos os filmes ele conseguiu finalizar de maneira surpreendente. Neste Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, o diretor prova que este tipo de assunto, é com ele mesmo.

O filme é longo? É. Mais aí é que vemos a genialidade do diretor. A linha narrativa que Fincher coloca no filme em momento algum deixa o filme chato de se acompanhar. Muito pelo contrário, cada vez que o filme anda o público quer saber cada vez mais sobre a história da jovem que sumiu sem deixar vestígios. É bem verdade que Fincher teve a ajuda do ótimo roteiro de Steven Zaillian que é baseado em uma coleção de livros de sucesso. Mas nada disso valeria se na direção não tivéssemos alguém competente como David Fincher.

Fincher também é conhecido por conseguir arrancar atuações estupendas de seus atores. Foi assim como Brad Pitt em Seven – Os Sete Crimes Capitais, com Jake Gyllenhaal em Zodíaco, com Jesse Eisenberg em A Rede Social… e tantos outros. Aqui ele nos brinda com a ótima Rooney Mara. Não muito conhecida, Mara entrega uma atuação que conquista o público, pelo seu jeito louco, largada, e de tolerância zero. Uma personagem corajosa e forte, além de ser carregada de mistério. Rooney Mara se sentiu bem a vontade na personagem, tanto nas cenas de ação como nas cenas em que teve que ficar nua. Quando o filme chega ao final, é difícil imaginar a personagem Lisbeth Salander sem ser na pele de Rooney Mara. O brucutu Daniel Craig entrega a sua melhor atuação como o jornalista Mikael Blomkvist, e o filme ainda conta com um ótimo Christopher Plummer que com o seu personagem Henrik Vanger, diverte no início do filme e emociona no final.

Mais uma vez o diretor David Fincher emprega a qualidade de sempre, e nos brinda com mais um excelente filme e com isso, Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres é um dos melhores filmes do ano.

Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, concorre a 5 Oscar’s, incluindo: Melhor Atriz (Rooney Mara), Montagem, Mixagem de Som, Edição de Som e Fotografia.

Nota: 9,5

The Girl With The Dragon Tattoo, 2011. Direção: David Fincher. Com: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Robin Wright, Stellan Skarsgard, Joely Richardson, Geraldine James, Steven Berkoff, Goran Visnjic, Donald Sumpter, Julian Sands. 160 Min. Suspense.

Evilmar S. de Almeida

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