Memorável: Um Lugar Chamado Notting Hill

Uma coincidência muda a vida de Ana e William.

Anna Scott é uma das atrizes mais famosas do mundo. Seus filmes são sempre sucessos de bilheterias e seu rosto está sempre estampado nas capas das mais conceituadas revistas. Um dia qualquer, ela esbarra com William Thacker, dono de uma livraria especializada em viagens, numa das esquinas de Nothing Hill. William acaba sujando a blusa de Anna, oferecendo-se como ajuda para limpá-la. Convida-a, então, para fazer isso em sua casa. Começam a conversar e ela vai embora. Depois de um curto espaço de tempo, ambos percebem que aquele encontro que antes foi meramente casual, deixa de ser casual e passa a ser freqüente.

Lembro da primeira vez que assisti este filme. E não vou mentir, quando chegou ao fim, chorei. Sempre que penso em um filme de romance, Um Lugar Chamado Notting Hill me vem a cabeça. É um filme gostoso de se assistir, e nunca perderá o seu encanto.

O encanto do filme talvez esteja na história, que é quase um conto de fadas… só que ao contrário. Aqui é o homem que se apaixona à primeira vista, enquanto a mulher é quem tem toda a situação nas mãos e consegue modificar o andamento em diversos momentos. Hugh Grant e Julia Roberts são os responsáveis por dar vida a esses brilhantes personagens, William e Anna.

Primeiro beijo: liberdade e sonhos.

O filme começa de maneira que hipnotiza o espectador. Ao som da linda canção She, interpretada de maneira brilhante por Elvis Costello, acompanhamos alguns momentos de Anna Scott. E lógico, é um desfile da beleza de Julia Roberts, que em 1999 estava mais linda do que nunca. O encontro dos dois não demora muito. Logo após uma compra na livraria de William, os dois se esbarrão na rua, e com a camisa suja, Anna vai se trocar na casa dele. Na saída já temos o primeiro beijo dos dois. Um beijo que pode significar para ela, um pouco de liberdade e uma certa rebeldia, enquanto para ele era um sonho se realizando.

Passeio noturno: amor fortalecendo.

Em uma visita ao hotel em que ela está hospedada, William fica desconcertado, pois ela estava dando entrevistas. Eis que ele finge ser de uma revista e começa a fazer perguntas bobas. A cena mostra o quanto ele fica nervoso e bobo, diante de uma mulher poderosa, e a qual ele está perdidamente apaixonado. Mas este encontro serviu para que eles marcassem outro, e Anna vai para o aniversário da irmã dele, e depois ambos vão para um parque e este passeio rende uma das melhores cenas do filme. Carregada de simplicidade, a cena do parque trás um pouco de travessura ao mostrar os dois pulando a cerca (no bom sentindo), e termina com os dois sentados em um banco. Banco esse que tinha uma homenagem de um rapaz para uma garota.

Mas nem tudo são flores. Depois de passar momentos bem românticos com Anna, William toma um banho de água fria quando ele deixa ela no hotel. Chegando lá, o namorado dela chegou de surpresa, e William se passa como “serviço de quarto”. Para aumentar ainda mais o constrangimento, o namorado de Anna ainda pede para ele levar o lixo. Humilhação, é a única palavra que cabe nesse momento, e é claro que William ficou na pior.

Mas o destino uniu os dois novamente, após certas fotos de Anna vazarem nos jornais. Ela se abriga na casa de William, e finalmente os dois tem a sua primeira noite juntos. E depois de uma noite inesquecível, William parece estar nas nuvens. Para um cara que sofreu, e se apaixonou pouco como ele, era um sonho estar com Anna. Mas algo acontece: a imprensa descobre que Anna está na casa dele, e fotográfa William e Anna acabando de acordar… ela fica louca no momento e vai embora, para a tristeza de William. Nesta cena, Anna acaba desabafando e diz que “vai lamentar isso para sempre”, enquanto ele retribui dizendo que “vai sentir o oposto, e vai estar feliz dela ter vindo na casa dele”… brilhante.

Depois de uma noite juntos, a imprensa descobre.

O filme tem uma transição incrível de tempo, e se você piscar vai perder. Alguns meses depois Anna volta a Inglaterra para gravar outro filme. William fica sabendo e vai visitá-la, mas ele acaba escutando ela dizer para outra pessoa que ele é um ninguém… isso o deixa muito magoado, tão magoado que na parte final do filme quando Anna praticamente se ajoelha a seus pés, ele diz que não quer ficar com ela. E ela encerra a cena de maneira brilhante, dizendo que “não passava de uma garota, parada na frente de um garoto pedindo para que ele a amasse”.

Anna se declara para William.

Após conversar com os amigos, William percebe a besteira que fez, e os últimos minutos de filme são emocionantes com ida a Hotéis, entrevistas e a última cena é ótima. William se passa novamente de repórter, e enquanto faz a pergunta a Anna ele praticamente se desculpa e gostaria de saber se ela mudaria de ideia, e ficaria com ele novamente e com isso passaria mais tempo na Inglaterra. Anna responde com um “Indefinidamente”, e começa a tocar She novamente, e nessa hora é difícil segurar as lágrimas… enquanto a música toca, passa cena dos dois casando, ele indo a eventos todo sem jeito e ela deslumbrante, e o filme termina com os dois sentados no banco daquele jardim que eles invadiram na metade do filme. Lindo.

Cena final no parque: remete a um antigo casal.

O filme tem direção de Roger Michell que na época estreava como diretor. Recentemente ele dirigiu Uma Manhã Gloriosa. O roteiro maravilhoso é de Richard Curtis, que assinou outros ótimos filmes como Simplesmente Amor, Quatro Casamentos e Um Funeral e o recente Cavalo de Guerra.

Rhys Ifans interpreta Spike.

Hugh Grant e Julia Roberts estão com uma química incrível, e estão perfeitos para seus papéis. O mesmo pode-se dizer de Rhys Ifans que interpreta Spike, o amigo pirado de William. Spike é hilário, e é o alívio cômico do filme. Todas as suas cenas são especiais, e fazem todas elas valerem a pena.

E nem só de She vive o romance de William e Anna, muitas outras músicas embalam o romance e além de She, outra que merece destaque é When You Say Nothing At All, quem em embala a linda cena noturna no parque.

O charme inglês, a boa música, o romance… Um Lugar Chamado Notting Hill é perfeito e sempre será ótimo de se ver.

Nota: 10,0

Notting Hill, 1999. Direção: Roger Michell. Com: Julia Riberts, Hugh Grant, Rhys Ifans, Richard McCabe, James Dreyfus, Dylan Moran, Lorelei King, John Shrapnel, Clarke Peters, Mischa Barton. 125 Min. Comédia Romântica.

Evilmar S. de Almeida

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