Memorável: A Hora do Pesadelo

Em 1984 nasce um dos ícones do Cinema de terror: Freddy Krueguer.

Um, dois… o Freddy vem te pegar… três, quatro… a porta é bom trancar… na década de 80 esta “música” virou sinônimo de medo, arrepio e… pesadelo. A Hora do Pesadelo chegava aos cinemas com uma ideia pra lá de original e incrível, e virou um dos filmes mais cultuados da história do terror, e ainda transformou Freddy Krueguer em um dos maiores personagens da história do cinema.

Um dos pontos fortes de A Hora do Pesadelo é o seu início. Acompanhamos Freddy criando a sua arma, a famosa luva com garras, e logo depois somos jogados em um sonho da personagem Tina. Sabemos com isso que ele é o vilão, mas não sabemos as suas motivações, o porque que ele é assim. Isso saberemos mais adiante, graças a mãe da personagem Nancy que contará tudo sobre Freddy. A personagem de Tina, um pouco mais adiante no filme, protagoniza uma das cenas de morte mais angustiantes da história do cinema. Revi o filme para escrever este Memorável em seu áudio original, e é torturante escutar todos os gritos dela, enquanto agoniza até a morte.

Crianças cantam uma música de arrepiar.

Outra coisa que o diretor Wes Craven deixou bem assustador no filme, foi as crianças pulando corda e cantando a música que está no início deste post. A música deu tão certo, que está presente em toda a franquia A Hora do Pesadelo. O que deixa a elaboração das cenas com as crianças ainda mais aterrorizante, é pensar que aquelas meninas podem ser as crianças que o Freddy matou antes de ser queimado pelos pais da vizinhança. O fato das crianças estarem todas de branco e com uma roupa que parece aquelas usadas em mortos, aumentam esta possibilidade.

Nem sempre em um filme de terror mostrar o vilão abertamente é correto. Peguem por exemplo A Bruxa de Blair, que em nenhum momento aparece a Bruxa, mas mesmo assim é um dos filmes mais assustadores da história. Cloverfield caminhava muito bem, mas quando mostrou o monstro, o filme perdeu um pouco o encanto… Em A Hora do Pesadelo, Freddy Krueguer não é mostrado direto… muitas vezes (principalmente no início) o seu rosto fica no escuro, mostrando apenas o seu corpo, ou só o olho, ou só a boca… aumentando assim o medo que o personagem pode passar para a gente, aquele medo do desconhecido.

Na banheira: uma das cenas mais clássicas do cinema de terror.

O filme tem algumas cenas que ficam no nosso imaginário. A morte da Tina, já citada acima; a mão do Freddy aparecendo na banheira enquanto nancy toma um banho; A morte do personagem Glen, que fica tão destruído que quando o socorro chega, uma das pessoas diz: “não precisa de maca, e sim de um pano de chão…”. A cena final, até parece um Esqueceram de Mim, já que Nancy monta uma série de armadilhas para pegar o Freddy, uma coisa meio boba, mas se pensar que ela é apenas uma adolescente e com recursos limitados, até é compreensível.

Duelo final: Nancy consegue tirar Freddy do sonho.

Jhonny Depp: morte em seu primeiro filme.

No campo das atuações, A Hora do Pesadelo marca a estreia do mega astro Johnny Depp nos cinemas. Interpretando Glen, namorado da personagem principal, Nancy, Depp dura 68 minutos em cena até a sua morte chegar. Robert Englund da vida a Freddy Krueguer, e é impossível não imaginar ele fazendo o Freddy, prova disso foi o remake lançado a pouco tempo… Robert Englund fez falta… Heather Langenkamp é a personagem mais carismática que passou pela série, estando presente em algumas continuações.

Além de assustar, Freddy se mostra “nojento”.

Muitas histórias cercam a suposta fonte de ideia para a criação do personagem Freddy Krueguer. Uma delas é que Wes Craven tinha muitos pesadelos durante a sua infância, que foi contubarda. A outra (e mais interessante) é que Wes Craven ficou sabendo que em um determinado local, várias crianças morreram depois de ter tido o mesmo sonho. Sabendo disso, ele apenas inseriu um personagem serial killer, que na época estava fazendo sucesso nos cinemas, como Leatherface, Michael Myers, Jason.

A Hora do Pesadelo pode até ter alguns defeitos por conta da época, assistindo o filme percebemos que algumas cenas bonecos são utilizados, e dá até para ver um colchão sendo utilizado em uma escada, quando o Freddy cai de uma determinada altura no final do filme. Mas a atmosfera que Wes Craven criou com a sua ótima direção é fantástica. O filme tem uma trilha sonora de arrepiar em muitos momentos. Assistindo hoje, concentrado e esquecendo as continuações horríveis que o filme teve, ele ainda consegue meter medo.

Nota: 9,0

A Nightmare on Elm Street, 1984. Direção: Wes Craven. Com: John Saxon, Ronee Blakley, Heather Langenkamp, Amanda Wyss, Jsu Garcia, Johnny Depp, Robert Englund, Lin Shaye, Joe Unger. 91 Min. Terror.

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

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