Cinema: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada

Aventura, Destino e Escolhas…

É hora de acompanhar Bilbo em uma de suas grandes aventuras na Terra Média.

É hora de acompanhar Bilbo em uma de suas grandes aventuras na Terra Média.

A aventura segue a jornada de Bilbo Bolseiro, que é levado à épica missão de retomar a posse do reino dos anões, Erebor, do dragão Smaug. Abordado inesperadamente pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo se encontra no meio de treze anões liderados pelo guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. A jornada os levará ao desconhecido, por terras repletas de Goblins e Orcs, lobos selvagens, aranhas gigantes, metamorfos e feiticeiros. Apesar de sua missão estar no leste, nas desoladas terras da Montanha Solitária, primeiro eles devem passar pelos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que mudará sua vida para sempre, Gollum. Aqui, sozinho com Gollum, às margens de um lago subterrâneo, o discreto Bilbo Bolseiro não apenas descobre sua astúcia e coragem, mas toma posse do “precioso” anel de Gollum, um objeto com inesperadas qualidades. Um simples anel que muda o destino da Terra Média de formas que Bilbo não consegue nem começar a compreender.

O mundo do cinema aguardava ansioso por esse momento. O momento em que voltaríamos para a Terra Média. Desde que O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei fechou com chave de ouro uma das trilogias mais fantásticas da história do cinema, que o sonho de levar O Hobbit para o cinema era possível. Mas o caminho foi duro. Passando pela desconfiança de Guillermo del Toro na direção, até o seu desligamento, e depois para a alegria de todos com Peter Jackson assumindo a cadeira de direção, finalmente o sonho estava próximo da realidade.

Entre erros e acertos, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada fica acima da média. É lógico que aquele sentimento de saudosismo de rever a Terra Média, de rever personagens marcantes como Gandalf, Bilbo, Frodo, Elrond, por vezes fala mais alto. E sim, é sensacional revê-los. É muito bom ver a Terra Média novamente, com todas as suas criaturas e seus povos. E nesse quesito, o filme é fantástico. Mas diria que a “ganância” dos produtores em dividir o livro em três filmes, prejudicou muito o Uma Jornada Inesperada, e se bobear vai prejudicar os outros dois também.

Por mais que seja encantador voltar a Terra Média, não há como negar que o filme é muito lento na sua primeira hora, onde não acontece praticamente nada de muito importante. Tanto que o melhor do filme nessa primeira hora, são os minutos iniciais com Bilbo e Frodo. Quando a história passa para as lembranças de Bilbo, Peter Jackson passa quase uma hora mostrando os anões bebendo, arrotando e aprontando todas na casa de Bilbo… sinceramente, os últimos filmes do Didi vieram na minha cabeça. Tá certo, vão alegar que isso tem no livro e coisa e tal. Mas merecia passar quase uma hora mostrando essas coisas? Para quem queria retomar a posse do reino, os anões não pareciam estar ligando muito… mas enfim, esse é o erro do filme na minha humilde opinião, que prejudica também o seu ritmo, pois o deixa lento. No mais, o filme continua com uma boa trilha sonora, e uma linda fotografia. Destaque também para alguns momentos do roteiro, que quando quer, consegue ser fantástico, principalmente com algumas falas de Gandalf.

Um dos personagens mais esperados de se ver com certeza era Gollum. E Andy Serkis continua perfeito no personagem. A sua cena com Bilbo sobre as adivinhações é uma das melhores do filme, onde vemos as caras e bocas de Gollum, e o público vai ao delírio.

Então é isso, valeu pelo retorno mais do que bem vindo à Terra Média… valeu por rever personagens tão marcantes na história do cinema. E apesar dos defeitos, o que nós mais queremos é que dezembro do ano que vem, chegue logo…

Nota: 8,0

The Hobbit: An Unexpected Journey. Direção: Peter Jackson. Com: Martin Freeman, Ian McKellen, Bill Nighy, James Nesbitt, Adam Brown, Richard Armitage, Aidan Turner, Rob Kazinsky, Graham McTavish, Elijah Wood, Andy Serkis , Christopher Lee, Ian Holm, Cate Blanchett, Hugo Weaving. 170 Min. Aventura.

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

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