Cinema: Os Miseráveis [Crítica 1]

Batalhas, Sonhos e Amor…

Com elenco estelar, Os Miseráveis estão de volta ao cinema.

Com elenco estelar, Os Miseráveis estão de volta ao cinema.

O longa é uma adaptação da célebre obra Os Miseráveis (1862), do escritor francês Victor Hugo e contará a história de Jean Valjean (Hugh Jackman) um homem libertado da prisão, que refaz a sua vida se tornando proprietário de uma fábrica, político e, posteriormente, acaba adotando a filha de Fantine (Anne Hathaway), Cossette (Amanda Seyfried). Russell Crowe viverá o vilão, o metódico inspetor Javert.

Se existe um gênero de filme que divide opinião, este gênero é o Musical. Alguns adoram, enquanto outros simplesmente, odeiam este tipo de filme. Mas a verdade é que, desde Moulin Rouge! Amor em Vermelho em 2001, que nós não tínhamos um musical tão intenso, grandioso e emocionante quanto Os Miseráveis.

Desde o início o diretor Tom Hooper mostra a grandiosidade de Os Miseráveis. Logo de cara, vemos Russell Crowe e Hugh Jackman e vários prisioneiros cantando a canção Look Down. Depois acompanhamos o calvário de Jean Valjean que tem em seu encalço o inspetor Javert, que quer a todo custo prende-lo. Nesse meio tempo, Valjean passa a criar Cossette, agora orfã.

Toda essa história de luta e sofrimento é contada com maestria pelo diretor Tom Hooper, vencedor do Oscar de Melhor Diretor com O Discurso do Rei. Não é fácil dirigir um filme de duas horas e meia, sendo ele 99% cantado, e não deixar o ritmo do filme cair. Tom Hooper sabia do material que tinha em mãos, e com cenas bem feitas, e movimentos de câmera precisos, fez um belo filme. Os atores foram dedicação total. Curiosidade: Tom Hooper recusou Homem de Ferro 3, para dirigir Os Miseráveis. Hugh Jackman que quase desistiu do filme, entrega uma atuação emocionante. Quanto a Russell Crowe, é no mínimo curioso vê-lo cantando em cena. O ator acostumado a fazer papéis fortes, e de presença, aqui está em uma atuação mais leve e cuidadosa, e entrega mais uma ótima atuação. E quanto a Anne Hathaway, é impossível não se emocionar com ela em cena, e o ápice chega quando ela canta chorando I Dreamed A Dream, onde em certa parte ela diz “Eu tive um sonho de como minha vida seria, Tão diferente deste inferno que estou vivendo… Agora a vida matou o sonho, Que eu sonhei…“. Emocionante é pouco para esta cena e a atuação de Anne Hathaway, que deve sem dúvida nenhuma receber o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter fazem a parte cômica da história, e mais uma vez estão muito bem em cena.

Ambicioso, grandioso e incrível. Este é Os Miseráveis, o novo filme de Tom Hooper, que mais uma vez acerta em cheio na história.

Nota: 10,0

Les Miserables, 2012. Direção: Tom Hooper. Com: Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Eddie Redmayne, Aaron Tveit, Samantha Barks, Daniel Huttlestone. 158 Min. Musical.

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

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