Cinema: Superman – O Homem de Aço [Crítica 1]

Por décadas e de diversas formas, a história desse Kryptoniano vem sendo contada, mas sempre mantendo todos os seus valores, sem se desviar de qualquer um que seja. Até agora!

Superman - O Homem de Aço

Chega aos cinemas O Homem de Aço, e já começo dizendo: Esqueça os valores morais dele como você os conhece até agora, sim estão todos alí presentes obviamente, porém desta vez o Superman (Henry Cavill) aqui retratado, agora se irrita e parte pra briga, sem conter sua fúria e força. Acredite, batalhas são de tamanha grandiosidade que tornam-se comparáveis apenas aos maiores combates vistos no anime Dragon Ball (sem o menor exagero), mas não se engane, o filme não é só isso..

Krypton é um mundo complexo, com sua cultura, leis e hierarquias. Aqui, e pela primeira vez toda a mitologia é apresentada, e de tal forma que você conhece e entende os seus costumes, tornando de fácil aceitação todos os acontecimentos que culminam na vinda do “alienígena” ao nosso planeta. Sim, alienígena, digo isso porque na minha opinião um dos pontos mais fortes aqui abordados foi o modo como a humanidade reage ante a algo desconhecido, novo. Isso foi tratado de modo coerente e espetacular, em momento algum fugindo à trama, pelo contrário.
No entanto, nosso Superman é humano, não biologicamente óbvio, mas sim ele é humano e é por isso que ele vai lutar (não darei detalhes pois desejo que sua experiência seja próxima da minha). Jamais deixando de lado suas origens que por boa parte do filme são o seu propósito.
Sua história é contada em partes, com uma introdução e flashbacks inseridos em pontos exatos, deixando claro como sua personalidade foi moldada.

Seu pai Jor-El (Russel Crowe), não é só o cientista kryptoniano que envia seu filho ao espaço para poupar sua vida da destruição. Ele está diretamente ligado aos acontecimentos ocorridos em Krypton, parte também pra porrada e faz tudo ao seu alcance para salvar sua família.
Henry Cavill não deixou margem alguma para ser comparado com qualquer outro que tenha vivido o personagem, nem mesmo o idolatrado Christopher Reeve. Seu Superman é feito ao seu próprio modo e você se surpreende, aceita e compra imediatamene.
Michael Shannon é um show a parte (como sempre), seu General Zod é absolutamente intransigente, inflexível, e no decorrer do filme você percebe que ele tem todos os motivos para isso, mais que isso, ele não pode fugir de seu destido eu diria.
Lois Lane (Amy Adams) é retratada de modo muito bom, carismática como jamais foi, no entanto sua ligação com o kryptoniado se dá de maneira tão platônica e rápida que torna-se forçada. O modo como ela foi inserida no centro da trama também não me pareceu muito aceitável, sendo pra mim um ponto fraco no filme. Mas não se alardem, mesmo assim ela está ótima. E isso não chega a afetar sua experiência ao vivenciar esta obra.

E sim, aqui também nosso herói é inserido como o salvador da humanidade, com referências claras dele como um messias.
Sobre o uniforme, apenas relaxe, é perfeitamente normal e aceitável, você nem vai pensar sobre isso no filme, afinal, em Krypton todos se vestem assim, com capa e tudo. E é de lá que seu uniforme vem.

Filmado com camera na mão o que imperceptivelmente torna tudo mais tenso e com um trilha avassaladora criada por Hanz Zimmer, as cenas de ação são desenfreadas, diferente de tudo o que você está acostumado a ver. Zack Snyder se desprendeu de seu slow motion tradicional e criou combates a lá Michael Bay (mas por favor, não veja isso como algo ruim), Zacky fez isso com maestria. Em outras cenas, mais dramáticas ele conseguiu tirar todo o sentimento necessário à cena.

Então amiguinhos, meu conselho é: Não percam O Homem de Aço nos cinemas, o filme é excelente e de tamanho poder que poderia vir a mudar a história do nosso herói até nas HQS.

Podem achar um tanto exagerado mas, deixem de lado o que viram nas telonas. O Superman começou aqui!

Nota: 9,5

Superman: Man of Steel, 2013. Direção: Zack Snyder. Com: Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Michael Shannon, Diane Lane, Kevin Costner, Antje Traue, Laurence Fishburne, Jadin Gould. 148 Min. Aventura.

Raphael Gomes é um louco viciado em cinema desde os seus primórdios. Consome filmes a todo momento, e tem sempre uma ótima opinião sobre a 7ª arte.

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