Cinema: Rush – No Limite da Emoção

Lauda e Hunt: rivalidade da Fórmula 1 é levada as telas de cinema.

Lauda e Hunt: rivalidade da Fórmula 1 é levada as telas de cinema.

Rush: No Limite da Emoção é situado na espetacular, sexy e glamorosa era dourada da Fórmula 1, e conta a emocionante história de dois dos maiores rivais que o mundo já viu — o bonitão playboy inglês James Hunt (Hemsworth) e seu metódico e brilhante oponente Niki Lauda (Brühl). Acompanhando a vida deles dentro e fora das pistas, Rush observa os dois pilotos enquanto eles se esforçam para atingir a máxima resistência física e psicológica, onde não há atalho para a vitória, nem margem para erros. Se cometer um erro, você morre.

O circo da Fórmula 1 é levado as telonas para mostrar uma das maiores rivalidades que o automobilismo já viu: Niki Lauda e James Hunt. É óbvio que para os amantes da F-1 (eu estou incluido nesse grupo), o filme é um prato cheio por mostrar os bastidores das corridas, por relembrar pilotos que foram importantes para fazer a história do esporte, e por inúmeros outros fatos, que fazem de Rush: No Limite da Emoção, um dos melhores filmes deste ano! Mas que fique bem claro, o filme não é feito só para os amantes da F-1, mesmo quem não curte o esporte, pode ir conferir sem medo, porque será premiado com um filme muito bem feito e de enorme qualidade.

Ao longo dos anos, todos os esportes nos brindam com várias histórias emocionantes, de superação, e de muita rivalidade. Quando se fala em Fórmula-1, o público brasileiro com certeza vai lembrar da rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost… mas antes deles, um britânico e um austriaco duelaram dentro e fora das pistas. O britânico James Hunt, é do tipo garanhão… bonito e playboy, ele conquista a todos com sua simpátia e o modo como leva a vida, além do estilo audacioso nas pistas. Já o seu adversário, o austríaco Niki Lauda, entende muito sobre o funcionamento do carro, é perfeccionista, brilhante, e diferente de Hunt, ele é sério. Faz cara de poucos amigos, e não é de se socializar, como o piloto britânico. Mas ambos tinham algo em comum: eram obcecados pela vitória.

O interessante do filme é mostrar que os dois pilotos são obcecados pela vitória, para ambos mostrarem ao mundo de que eram capazes de vencer. O filme mostra que Niki Lauda não teve apoio da família, e teve que fazer um empréstimo para conseguir comprar um lugar no grid de largada. Devido a isso, recebeu algumas críticas no início da carreira, mas desde cedo ele se mostrou muito astuto e inteligente quando se tratava de acerto no carro, e muito audacioso nas corridas. Para ele, vencer e ser o melhor era mostrar ao mundo que existiam coisas mais importantes do que um rosto bonito. Ele queria mostrar a sua capacidade técnica, e inteligência. Já Hunt, queria provar ao mundo que por trás daquele rapaz que ganhava todas as garotas e era bonitão, existia um verdadeiro campeão. Personalidades diferentes, mas o objetivo dos dois era o mesmo. Nascia assim a grande rivalidade.

Boa parte do filme se passa no Campeonato de 1976. Lauda pilotando a sua Ferrari, e Hunt uma McLaren. No início do campeonato Hunt não teve muita sorte, abandonando em várias provas. Enquanto isso, Lauda abria vantagem. Até que temos o grande acidente de Niki Lauda que o deixa com parte do rosto queimado. Com Lauda fora, Hunt aproveita para se recuperar no campeonato… ameaçado de perder o título, Lauda volta a correr mesmo sem estar em plenas condições.

Na parte técnica o filme é perfeito. Nos Efeitos de som e Mixagem de som, o filme esbanja perfeição, e deve não só ser indicado, mas deve levar os Oscars nessas categorias. O filme também está muito bem editado, prova disso é que mesmo quem não é fã de F-1, não vai ficar perdido em termos de pontuação do campeonato e na ordem que as corridas vão acontecendo. Ron Howard dirige o seu melhor filme em anos. Creio que desde Uma Mente Brilhante, ele não tinha em mãos um material tão bom.

James Hunt ganha vida pelo ator Chris Hemsworth. Chris interpreta muito bem o estilo de Hunt e foi perfeito para o papel. Agora a melhor coisa do filme, sem dúvida nenhuma é Daniel Brühl. Brühl entrega um Niki Lauda, em sua perfeição: no sotaque, em seus movimentos… enfim. A atuação de Brühl é de se espantar em muitos momentos. Ele merece e eu torço muito que ele consiga pelo menos uma indicação ao Oscar, porque o seu Niki Lauda foi simplesmente soberbo!

Nunca é tarde para sonhar… quem sabe depois deste filme, alguém não tenha a brilhante ideia de levar as telonas a maior rivalidade que a Fórmula 1 já viu? Seria incrível ver um filme com a mesma qualidade, mostrando a história de rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost… Além da rivalidade, Rush: No Limite da Emoção mostra muito o lado humano, daquela coisa dos pilotos estarem sempre lado a lado com a morte, e que mesmo com a rivalidade, eles se admiram e se importam um com o outro. Um filme que vai emocionar você, fã ou não de Fórmula-1. E quem sabe você não sairá da sessão se perguntando: Qual a minha motivação para viver?

Nota: 10

Rush, 2013. Direção: Ron Howard. Com: Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara, Chris Cowlin, Christian McKay, Daniel Brühl, James Michael Rankin, Jamie Sives, Jay Simpson, Lee Asquith-Coe, Lee Nicholas Harris. 123 Min. Drama.

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

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