Cinema: Um Corpo Que Cai

Stewart e Novak: química incrível em uma obra-prima de Hitchcock.

Stewart e Novak: química incrível em uma obra-prima de Hitchcock.

E chega ao Cinema Um Corpo Que Cai. Dirigido pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock… Não, você não está lendo errado; nem eu fiquei louco e muito menos você voltou ao tempo… já que o filme é de 1958. Aqui em Fortaleza, o Cinema Dragão do Mar resolveu reviver na telona esta obra-prima de Hitchcock, estrelada por James Stewart e Kim Novak, e que traz elementos de surrealismo e animação utilizados durante a trama.

O roteiro não é original, é baseado no livro “D’Entre Les Morts”, escrito por Pierre Boileau e Thomas Narcejac. Mas enquanto no livro a história se passa em Paris, no filme Hitchcock usa São Francisco nos EUA para contar a história.

O filme conta a história de John, vivido por James Stewart. John é um ex-detetive que acabou deixando a profissão por ter acrofobia, ou seja a pessoa que tem medo de altura. Porém um antigo amigo o contrata para seguir sua esposa. Até onde sabemos, o casamento não vai mal e nem existe nenhum tipo de traição por parte da esposa. Algo aflige a mulher… e o que é mais interessante é que pode ser sobrenatural. A maneira como Hitchcock dirige a história, mostra toda a maestria do diretor em conduzir suspenses. Por mais que a história flerte com sobrenatural, o diretor o faz sem precisar mostrar nada de espíritos ou algo do gênero. Mas mesmo assim, nos faz mergulhar na história e ficar muitas vezes com o coração na mão para descobrir que mistérios ronda Madeliene, a esposa do amigo de John.

Não é difícil perceber que os dois personagens principais vão acabar se apaixonando. A diferença de idade entre os dois protagonistas é bem perceptível, mesmo assim a escolha dos dois foi bem acertada por parte de Hitchcock. James Stewart e Kim Novak têm uma química impressionante em cena, deixando a história mais interessante ainda. Temos em cena um James Stewart pra lá de convincente no papel de homem atormentado pelo medo de altura e também obsessivo na parte final da trama. A bela Kim Novak está muito bem com uma atuação encantadora. O trabalho da atriz é de se impressionar no decorrer da história com suas mudanças e nuances sutis da sua personagem.

Além da ótima direção de Hitchcock e de grandes atuações de Stewart e Novak, o filme conta ainda com dois pontos importantissímos: trilha sonora e fotografia. Bernard Hermann traz uma trilha impecável, perfeita para a história. Seja em momentos de tristeza ou nos momentos mais tensos. É incrível como a trilha sonora se encaixa perfeitamente para a narrativa. Já Robert Burks foi o responsável por uma fotografia que garante a tensão de que o filme precisa. Com tonalidades escuras em certos cenários a tensão e o medo estão garantidos em alguns momentos do filme.

Uma história que envolve obsessão, mistérios e vinganças. É Hitchcock mostrando que essa obra-prima ainda permanece muito viva. E com isso comprova que este seu filme é um dos suspenses mais importantes da história do cinema.

Nota 9

Vertigo, 1958. Direção: Alfred Hitchcock. Com: James Stewart, Kim Novak, Barbara Bel Geddes, Tom Helmore, Henry Jones, Raymond Bailey, Ellen Corby. 128 Min. Suspense.

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