Cinema: Ela

Ela: Futuro mostrado por Spike Jonze mistura solidão com tecnologia.

Ela: Futuro mostrado por Spike Jonze mistura solidão com tecnologia.

Vivemos em uma época em que a tecnologia domina tudo ao nosso redor. Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter são algumas das ferramentas usadas por todos hoje em dia, e porque não dizer que é difícil você ficar “desconectado” atualmente. Partindo da premissa tecnológica, o diretor e roteirista, Spike Jonze teve a ideia do roteiro de Ela.

O filme conta a história do escritor Theodore (Joaquin Phoenix), um rapaz solitário que acaba de comprar um novo sistema operacional. O programa interage com o usuário, e para a surpresa de Theodore, e de todos, ele acaba se apaixonando pela voz do programa (Scarlett Johansson), assim se inicia uma relação amorosa entre ambos.

O filme de Spike Jonze deve ser observado com muito cuidado, para não perder nenhum detalhe. O diretor mergulha de maneira visceral em seu protagonista e assim o coloca em vários conflitos afetivos e de certa forma moral, que uma história de amor desse tipo poderia criar. O roteiro completo de Jonze explora vários temas como sexo, ciúmes e a distância entre casais. O diretor não se preocupa em dar uma posição sobre o tema, ele apenas nos mostra a que ponto um ser humano poderia chegar ao meio de tanta tecnologia. Note que muitas vezes durante o filme, o personagem de Joaquin Phoenix diz que namora um sistema operacional, e as pessoas agem com extrema normalidade. Como se fosse uma coisa muito comum.

Ela tem uma direção de arte incrível, com figurinos que vão à contra mão da tecnologia. Roupas da década de 60 dão todo um clima charmoso a produção. O cenário também não nos dá nenhuma localidade exata, só vemos prédios gigantes, arranha-céus que poderia ser em qualquer cidade. Com isso, Jonze mostra que esse tipo de situação poderia muito bem acontecer mais perto de nós do que imaginamos.

É interessante analisar o futuro imaginado pelo diretor. Um futuro solitário, melancólico, triste, no qual a tecnologia é utilizada para preencher os meios de se encontrar o amor, ou jogar vídeo game sozinho, como Theodore faz. Para se ter uma ideia, nem cartas pessoais as pessoas escrevem mais, já que Theodore trabalha escrevendo esses tipos de cartas.

O filme conta com um Joaquin Phoenix inspirado, criando momentos marcantes ao longo do filme. É difícil não torcer por um final feliz para o nosso querido Theodore. Scarlett Johansson prova que a voz é fundamental para a atuação, incrível como a sua Samantha evolui ao longo do filme, e por muitas vezes esquecemos que ela é apenas um sistema operacional. Nada contra a dublagem, mas é de extrema importância que Ela seja visto em sua versão original. Sem dúvida a absorção na história será melhor ainda.

Uma história de amor diferente… Mas nem tanto. Substitua o sistema operacional vivido por Johansson e troque por uma mulher, e assim tem uma história de amor como a conhecemos. Filme muito bonito com um roteiro genial de Spike Jonze e uma trilha sonora formidável com toda a história… Difícil não se apaixonar por Ela.

Nota 9

Her, 2013. Direção: Spike Jonze. Com: Joaquin Phoenix, Chris Pratt, Rooney Mara, Amy Adams, Scarlett Johansson, Kristen Wiig. 126 Min. Drama.

ass_evilmar

ass_nayara

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s