Cinema: RoboCop

Ação... e drama pessoais. Essa é a alma do RoboCop de José Padilha.

Ação… e drama pessoais. Essa é a alma do RoboCop de José Padilha.

Eis que renasce mais uma franquia, o RoboCop de José Padilha tem tudo para ser o marco de renascimento do personagem, neste reboot temos ação, emoção, política, e o que não pode faltar, entretenimento de qualidade. José Padilha conseguiu deixar a marca de sua direção durante todo o filme, as cenas de ação são muito bem construídas e da mesma forma desenvolvidas na tela, tudo tem uma justificativa de acontecer, não existe um único tiro em 117 minutos de projeção que seja dado sem motivos. A premissa do filme, apesar de ser conhecida do grande público, aqui sobre a batuta de Padilha, é explorada por diversos ângulos, dando destaque aos sentimentos pessoais de Alex Murphy (Joel Kinnaman) e toda a adaptação pela qual o personagem terá que passar pós- atentado. O filme, apesar de se passar no ano não tão longínquo de 2028, é capaz de levar ao público questionamentos bem atuais sobre as forças militares que combatem o crime, sobre a forma como as policias trabalham, e principalmente sobre a corrupção dentro das corporações, de brinde ainda podemos ver uma crítica ao poder da mídia sobre a população nas ruas. Mas, a meu ver, a grande sacada deste filme foi não menosprezar a “passagem” de Alex Murphy de sua vida normal para transforma-se em RoboCop, Padilha fez um filme inteiro sobre como o homem normal pode transforma-se em um herói, todos os questionamentos que qualquer um de nós teríamos, Alex tem, e são apresentados no filme. Ainda podemos contar com um elenco de peso neste filme, a começar pelo sempre competente Gary Oldman que dá vida ao Dr. Dennett Norton, responsável pela criação do RoboCop, e figura de grande importância no desenrolar da história. Michael Keaton é Raymond Sellars, o ambicioso CEO da OmniCorp e que apenas vê no personagem principal uma oportunidade de lucrar. Completa o elenco Samuel L. Jackson como Patrick “Pat” Novak, Abbie Cornish, que vive a esposa do policial Alex Murphy e Jackie Earle Haley. É sempre bom ver uma nova franquia surgir, ou no caso, ressurgir. Que venham muitos outros RoboCop’s e que a alma que Padilha plantou neste filme, esteja sempre presente em todos os demais filmes que vierem pela frente.

Nota 8-5

RoboCop, 2014. Direção: José Padilha. Com: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams, Jennifer Ehle, Jay Baruchel, Marianne Jean-Baptiste, Samuel L. Jackson. 117 Min. Ação

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