Cinema: Rio 2

Viagem em família: Blue, Jade e filhos viajam rumo à Amazônia.

Viagem em família: Blue, Jade e filhos viajam rumo à Amazônia.

Depois de ser sucesso nas bilheterias com US$ 627 milhões de dólares faturados, era difícil o filme Rio não ganhar uma sequência. Rio 2 chega aos cinemas com uma estética muito parecida com a de A Era do Gelo, evoluindo na história e trazendo novos personagens para este filme que leva um pouco da cultura do Brasil para o resto do mundo, através de Blu e todos os animais que o rodeiam.

Mas não se deixe iludir, o título engana. Enquanto Rio se passava praticamente todo no Rio de Janeiro, nesta sequência, apenas a abertura se passa nas terras cariocas. O restante do filme todo é na Amazônia. Isso se dá  a possível existência de outras araras azuis na região, e assim, Jade quer muito encontrá-los. Com isso, Blu, Jade, seus filhos e mais alguns amigos vão voando em direção à Floresta Amazônica. O diretor Carlos Saldanha, aproveita o momento do voo, para explorar alguns pontos turísticos de outras cidades brasileiras como Salvador e Brasília. O público brasileiro vai reconhecer facilmente, devido tamanha a perfeição da recriação feita por Saldanha.

Pena que o roteiro do filme tem problemas, e com isso atrapalha a narrativa. O roteiro às vezes se perde por, digamos esquecer certos andamentos da história. Explico: Quando Blu está na Amazônia com Jade, ele tem que tentar se dar bem com o sogro, ao mesmo tempo que vê uma arara azul galã dar em cima de Jade; concomitantemente, Linda e Túlio tentam encontrar as outras araras azuis e depois se deparam com o desmatamento da floresta; e ainda tem o vilão Nigel que trama vingança a Blu. O problema está que às vezes demoramos muito para saber o que acontece em certas partes da história, como com o casal Túlio e Linda, ficamos muito tempo em cena sem notícias dos dois. É como se o roteiro se perdesse por não saber pra qual história dar mais atenção, se a história de Túlio e Linda na busca pelos animais ou na história de Blu para tentar se encontrar, em meio às outras araras. Sem falar que em certa parte do filme, o vilão Nigel chega a ser esquecido, para depois aparecer.

Se no primeiro filme as músicas moviam o filme, o mesmo não se pode dizer das músicas nesta sequência. Não vou comparar os filmes, mas peguem, por exemplo, Frozen: Uma Aventura Congelante e perceba que praticamente todas as músicas servem para o andamento e entendimento da história, já com Rio 2, as músicas e coreografias são de muita qualidade, mas que não influenciam praticamente em nada na história ter os números musicais.

Além da qualidade técnica, alguns novos personagens merecem destaque. A sapa Gabi e o tamanduá Carlitos (homenagem de Saldanha a Charles Chaplin, além do nome, note o chapéu que ele usa) são belos achados na história.

Tecnicamente impecável, mas com alguns erros de roteiro e narrativa que não atrapalharam na diversão que o longa trata de mostrar. Longe de chegar aos pés do primeiro filme, mas mesmo assim a criançada vai adorar.

Nota 7

Rio 2, 2014. Direção: Carlos Saldanha. Com as vozes originais de: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jemaine Clement, Jamie Foxx, Jake T. Austin, Kristin Chenoweth, Rachel Crow, Miguel Ferrer, Pierce Gagnon. 101 Min. Animação.

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