Cinema: Êxodo – Deuses e Reis

Bale se esforça como Moisés, porém o roteiro fraco prejudica o filme.

Bale se esforça como Moisés, porém o roteiro fraco prejudica o filme.

As histórias bíblicas estão em alta em Hollywood, além de estarem sendo feitas por grandes nomes do cinema. No início de 2014, tivemos o longa Noé, dirigido por Darren Aronofsky e trazendo Russell Crowe como o personagem principal, Noé. Em Êxodo: Deuses e Reis, temos Ridley Scott dirigindo e Christian Bale interpretando Moisés. Mas, trabalhar com histórias Bíblicas também rende críticas, principalmente dos fiéis da Igreja, tendo em vista que esses diretores por terem um certo poder na indústria do Cinema, tem o poder de, digamos, modificar a história Bíblica na hora de dirigir o filme.

A Igreja massacrou de críticas o filme Noé. Aronofsky, que é ateu, tinha deixado bem claro desde o início que o filme não seguiria a Bíblia, e que ali era a sua versão da história do dilúvio. Ridley Scott não fez tantas mudanças quanto Aronofsky, mas também está recebendo críticas por algumas modificações feitas à história bíblica. Afinal de contas, o Moisés de Christian Bale anda com uma espada e não um cajado, além dele não abrir o mar vermelho. Ridley Scott é agnóstico, e ele mesmo disse que isso era uma coisa boa para dirigir essa história. Mas será que o filme realmente ficou bom?

O filme de Ridley Scott por se tratar de um épico onde acontecem batalhas e coisas do tipo, deveria ser bem dramático, ter bastante emoção e, quem sabe, fazer o público chorar. É justamente nessa parte onde está o erro do filme. O longa durante os seus 150 minutos, não passa emoção nenhuma, carece muito disso. Apesar de vermos na tela as pragas do Egito, crianças aparecendo mortas, as batalhas, mas nada gera emoção. Um roteiro mais desenvolvido e que apresentasse melhor os personagens poderia ter resolvido esse problema. Porém, como é visto na tela, o diretor optou por dar mais enfoque nas grandes batalhas, e não na emoção dos personagens.

O filme tecnicamente é perfeito. Efeitos especiais excelentes, acompanhados de cenas de batalhas muito bem dirigidas. A Fotografia do filme também merece destaque. A trilha sonora está ótima, pena que a mesma não tem o roteiro que merece para fazer emocionar no momento certo. A qualidade técnica do som utilizada no filme também está de parabéns.

Christian Bale mais uma vez entrega uma ótima atuação. O seu Moisés é duro em suas ações, questionador quanto às tarefas que Deus impõe a ele, bem diferente do Noé de Russell Crowe. Joel Edgerton deixa um pouco a desejar como Ramses, mas seu personagem pode ter sido prejudicado pela falta de trato no roteiro. Quem merece destaque é o pequeno Isaac Andrews, de apenas 11 anos que tem a responsabilidade de interpretar Deus. Ridley Scott acertou muito em colocar uma criança para interpretar o Senhor, porém colocando a autoridade necessária em cena. O garoto vai muito bem em todas as cenas que aparece ao lado de Christian Bale. O longa ainda conta com atores conhecidos como John Turturro, Aaron Paul, Sigourney Weaver e Ben Kingsley.

Grandioso, mas faltando emoção. Êxodo: Deuses e Reis vale pela atuação de Bale, de Andrews e pelo lado técnico. Infelizmente na história faltou aquela emoção. Emoção que o próprio Ridley Scott nos deu em Gladiador. Apesar de tudo, merece ser visto, mas não será marcante.

Nota 6

Exodus: Gods and Kings, 2014. Direção: Ridley Scott. Com: Christian Bale, Joel Edgerton, John Turturro, Aaron Paul, María Valverde, Sigourney Weaver, Ben Kingsley, Isaac Andrews. 150 Min. Drama.

ass_evilmar

ass_nayara

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