Cinema: Vingadores – Era de Ultron

Desequilíbrio entre ação desenfreada e drama dos personagens marcam Vingadores: Era de Ultron

Desequilíbrio entre ação desenfreada e drama dos personagens marcam Vingadores: Era de Ultron

E chega aos Cinemas Vingadores: Era de Ultron, mais uma peça do quebra-cabeça da Marvel na ligação das histórias entre seus filmes. O filme conta com muita ação do início ao fim, mas nem tudo sai perfeito nessa sequência. Esse segundo filme apresenta alguns defeitos, e quando o final chega, Vingadores: Era de Ultron acaba sendo um filme normal. Sem nada demais.

Como já fomos apresentados a praticamente todos os personagens, o filme já começa com muita ação. Os Vingadores, mostrando ser uma equipe, estão lutando juntos. Porém, aí reside o primeiro problema: essa sequência de ação não é bem elaborada. Os efeitos especiais estão fracos, e a aparência que temos é que estamos vendo cenas de um jogo de vídeo game. Felizmente durante o restante do filme os efeitos estão ótimos. E as outras sequências de ação estão bem melhores do que essa.

Se fizermos uma analise de 360º no roteiro de Vingadores: Era de Ultron, iremos encontrar pontos interessantíssimos. O arco que envolve o personagem Tony Stark é um dos principais. No passado, tanto Tony, como sua família, eram grandes vendedores de armas para todo o mundo, agora Tony luta por um mundo melhor, desenvolvendo robôs para a segurança das pessoas e na busca de uma inteligência artificial, na qual ele acredita que será a solução de uma vez por todas para a paz. Essa inteligência é o que ele chama de Ultron.

Bruce Banner e Viúva Negra também tem um arco muito interessante. Enquanto Bruce luta contra os seus demônios internos, um certo romance vai nascendo entre os dois. A trama entre eles é tão bem conduzida, que serve como respiração entre os momentos de ação.

Gavião Arqueiro também foi muito bem utilizado em cena. Sem nenhum poder, além de sua mira perfeita com flechas, Joss Whedon trabalhou muito bem com esse personagem, apresentando família e filhos, e nos fazendo cativar por ele. Esse envolvimento cai perfeitamente como uma luva em uma certa cena que acontece quase no final do filme, na batalha final.

James Spader deu vida ao vilão Ultron. Sarcástico e aterrorizante, Ultron se impõe como vilão mostrando ser páreo contra os Vingadores. James Spader trabalhou com captura de movimento, assim como Andy Serkys fez na Trilogia O Senhor dos Anéis para dar vida a Gollum, e em Planeta dos Macacos para criar o personagem Caezar. Vingadores: Era de Ultron precisa ser assistido legendado. O trabalho de voz de James Spader é incrível com o personagem Ultron.

Curiosamente, todos esses pontos fortes que citei não envolvem cenas de ação. E é aí que mora o desequilíbrio da trama de Vingadores: Era de Ultron. O longa exagera em algumas cenas de ação, que acaba indo contra esses arcos dramáticos que pontuei, que funcionam tão bem. A Marvel se rendeu aos blockbusters ao pé da letra, com cenas de ação megalomaníacas, independentemente do que a história queira dizer. Algo que os Transformers de Michael Bay fazem. Se olharmos para o vizinho ao lado, vemos que Christopher Nolan fez 3 filmaços do Batman, em que o arco dramático trabalha muito bem ao lado ação. Longe de mim querer comparar, estou só citando como exemplo. O roteiro do filme ainda tem tempo para o humor, porém, diferente de outros longas, o humor utilizado aqui é quase todo sem graça. Salvo por algumas falas de Tony Stark e pelo humor sarcástico de Ultron. No mais, é descartável.

Comentando sobre os outros personagens, Chris Evans entrega mais uma vez uma ótima atuação com o seu Capitão América. Enquanto Chris Hemsworth não acrescenta muito como Thor. Sabe aquela festa que você vai e pensa “Se eu não estivesse aqui, não teria diferença nenhuma”, funciona para o personagem Thor nesse filme. Elizabeth Olsen está muito bem como Feiticeira Escarlate, enquanto Aaron Taylor-Johnson poderia ser melhor aproveitado. O personagem Mercúrio poderia ter suas cenas desenvolvidas como o Mercúrio de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, porém Joss Whedon vai pelo caminho simples, e acaba não aproveitando o personagem como deveria.

Ao final, toda aquela expectativa que surgiu de “filme do ano”, acaba sendo desfeita. Vingadores: Era de Ultron é um filme bom, normal. Apenas isso. É importante para a ligação que a Marvel faz entre seus filmes, mas o sentimento que fica é que poderia ser bem melhor.

Nota 8

Avengers: Age of Ultron, 2015. Direção: Joss Whedon. Com: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, James Spader, Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Aaron Taylor-Johnson, Elizabeth Olsen, Paul Bettany. 141 Min. Ação.

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