Cinema: Divertida Mente [Resenha 2]

Tema delicado: Pixar se arrisca com o tema depressão, e o resultado é um dos melhores filmes do estúdio.

Tema delicado: Pixar se arrisca com o tema depressão, e o resultado é um dos melhores filmes do estúdio.

Certa vez eu vi em um extra de um DVD de um dos filmes da Pixar (não lembro qual filme), que quando eles vão aprovar o roteiro de um filme do estúdio, eles só dão o sinal verde se todos da equipe derem nota dez. Tá certo, o estúdio derrapou um pouco com Carros 2, mas é incrível a capacidade de sair filmes memoráveis das mentes que trabalham na Pixar. Ratattouille, Wall-E, UP: Altas Aventuras, Valente, Procurando Nemo, Monstros S. A., sem falar de Toy Story que dispensa apresentações. Com Divertida Mente o estúdio cria mais uma obra-prima, e dessa vez envolvendo até um tema mais delicado.

A Pixar resolve contar uma história vista de dentro da mente de uma pessoa, a partir de suas emoções: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo controlam a mente da garota Riley. A maneira divertida e reflexiva na qual a história é contada é incrível e também como as emoções tomam a frente dependendo do que está acontecendo é original ao extremo. Até a didática utilizada merece destaque, afinal de contas, todas essas emoções são abstratas. Cada detalhe é importante, por isso cada personagem possui uma cor, para facilitar o entendimento da história.

O filme também utiliza de psicologia para dar andamento na história. E até dar respostas do porquê acontece algumas coisas na nossa mente, como por exemplo, o fato de esquecermos algo, acontecimentos que define os nossos princípios, como são formados os sonhos, e, com certeza o assunto mais sério do filme, a depressão. O cuidado que a Pixar teve em tocar em um assunto como a depressão é de um esmero impressionante. Vale lembrar que em nenhum momento o termo depressão é falado no filme, mas é fácil entender devido ao momento que Riley está passando na vida. O filme também mostra que a Tristeza não é uma vilã, e sim que ela é muito importante, assim como todas as outras emoções para formar nossa personalidade. Viver decepções, ficar triste, chorar também fazem parte da vida. E se soubermos utilizar isso da maneira correta, sairemos mais fortes. Já diria Gandalf: “Nem todo choro é ruim…”

A simbologia é um ponto forte do filme. Momentos que marcam a vida de Riley faz a mente construir ilhas que fazem os seus princípios, ilhas como da Amizade, Honestidade, Família, entre outras… E no momento que a depressão toma conta da personagem, acontecem coisas que fazem as ilhas desmoronarem, como se a personagem deixasse de acreditar naquilo. Todas essas situações acontecem quando por um acidente, as emoções Alegria e Tristeza são lançadas para fora da sala de controle da mente de Riley, e o Medo, Nojinho e a Raiva tomam de conta, mas percebem que sem as outras duas, não podem fazer tudo. O filme também mostra a importância do trabalho em equipe.

Criativo e ousado, Divertida Mente é sim um dos melhores filmes da Pixar e mostra que o estúdio continua com o feeling para histórias originais e emocionantes.

Nota 10

Direção: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen. Com as vozes originais de: Amy Poehler, Phyllis Smith, Richard Kind, Bill Hader, Lewis Black, Mindy Kaling, Kaitlyn Dias, Diane Lane e Kyle MacLachlan. 94 Min. Animação.

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