Cinema: O Bom Dinossauro

O Bom Dinossauro

O ano de 2016 inicia com mais uma animação da Pixar, O Bom Dinossauro é a mais nova produção desse estúdio que há anos vem trazendo histórias super originais e emocionantes do tipo: e se nossos brinquedos falassem? E um ratinho tivesse dotes culinários? Ou, e se um peixe palhaço nadasse o alto mar em busca do seu filho que sem querer foi pego por um barco?

Dessa vez, a premissa é: e se o asteroide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo os dinossauros, tivesse errado o alvo e os dinossauros não tivessem sido extintos? Um ponto de partida criativo e condizente com as animações anteriores, no entanto, o que era para ser mais um enredo original, caiu na simplicidade e clichê de histórias já contadas pela Disney anteriormente.

No entanto, isso não significa dizer que o filme é ruim, pelo contrário, a história consegue prender a atenção por muitos aspectos.

O enredo vai contar a historia de uma família de dinossauros, pai, mãe e três filhos. Arlo (um dos três irmãos) sofre muito na mão dos outros dois, pois ele é o menor de todos e possui muitos medos. Após um acidente em que o pai de Arlo acaba morrendo tentando matar a “praga” que estava comendo os milhos da agricultura da família, o pequeno dinossauro sabe que ele precisará enfrentar os seus medos para poder ajudar sua família. É em uma dessas tentativas de vencer, que ele sai em busca do que estava acabando com a comida da família, mas ele e a “praga” são levados pelas correntezas do rio para um local bem distante da casa do dinossauro.

Arlo terá que enfrentar aquilo que mais temia, e o pior de tudo, sozinho. Porém, ele contará com uma ajuda muito especial, um pequeno ser humano que era a tal “praga” que estava comendo os milhos da agricultura (nomeado pelo jovem dinossauro de Spot).

Em muitos aspectos, o filme é uma cópia escancarada do clássico infantil O Rei Leão de 1994. A história da morte trágica do pai, o filho fraco e pequeno que acaba sozinho num local desconhecido e é ajudado por outros personagens que o farão encarar seus medos, é algo bem clichê para os amantes de animação.

Contudo, o longa impressiona demais na qualidade técnica do cenário. As luzes, as sombras, a água, os pedregulhos embaixo d’água, tudo possui um grau de realismo extremamente impressionante, é impossível não perceber. Nunca a computação gráfica havia recriado a natureza com tamanha perfeição. Desde Wall-e que a empresa não cria cenários tão vivos.

O grande azar do filme foi ter aparecido seis meses após a estreia de um dos mais maravilhosos longas de animação criados pela Pixar Animation: Divertida Mente, já que o projeto de O Bom Dinossauro era para ter sido entregue em 2013. O grande diferencial das animações desse estúdio é trazer histórias tão simbólicas, que agradam tanto o público adulto quanto o infantil, e é aí que essa nova animação deixa a desejar, com uma trama quase pueril, o resultado é “apenas” infantil. Apesar de clichê, a animação trás várias mensagens importantes: medos, morte, família, superação e principalmente sobre a amizade.

A história do apatossauro Arlo é envolvente e singela, vai divertir os menores e emocionar os maiores, mas não tem o fator-Pixar-de-emoção-criatividade-desmoralização do cinema, que faz escorrer suor até dos olhos de Chuck Norris.

Nota 8

The Good Dinosaur, 2015. Direção: Peter Sohn. Com as vozes originais de: Jeffrey Wright, Frances McDormand, Maleah Nipay-Padilla, Ryan Teeple, Jack McGraw, Marcus Scribner, Raymond Ochoa. 93 Min. Animação.

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