Cinema: Batman vs Superman – A Origem da Justiça

Batman vs Superman - A Origem da Justiça

Desde que foi anunciado, Batman vs Superman: A Origem da Justiça já causava euforia no mundo dos cinemas por dois motivos: o primeiro era o embate entre o Morcego de Gotham e o Filho de Krypton e o outro era A Liga da Justiça começando a ganhar vida nas telonas. Mas nem tudo foram flores depois do filme lançado. A viagem que fazemos durante todo o longa é boa, mesmo que durante o percurso seja possível observar alguns erros.

O filme começa onde O Homem de Aço terminou. Bruce Wayne assiste ao confronto final entre Superman e o General Zod. Esse confronto fez com que a população mundial se dividisse acerca da presença do Homem de Aço aqui na Terra. Bruce começa a investigar o laboratório de Lex Luthor, que descobriu o poder da Kryptonita, na qual consegue eliminar e enfraquecer o Superman.

A missão de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, além do embate entre os dois heróis, era de servir de introdução para o filme da Liga da Justiça. Durante o longa podemos observar heróis como Flash e Aquaman sendo mostrados, além da Mulher Maravilha que ganha mais destaque no longa. O diretor Zack Snyder tinha em mãos várias tramas e sub-tramas para montar o filme. Curiosamente o filme parece andar rápido demais com suas várias histórias, logo um filme do Snyder, conhecido por suas câmeras lentas, marca registrada do diretor.

O filme começa com a já conhecida cena da morte dos pais de Bruce Wayne. Por mais que a cena já seja conhecida por todos que acompanhem o homem morcego, o trabalho de Snyder com o tratamento da cena inicial foi espetacular. Sua câmera lenta utilizada na cena, junto a trilha de Hans Zimmer, fazem captarmos melhor sentimentos como o medo da situação, assim como a beleza estética da cena, culminando na descoberta da Batcaverna pelo pequeno Bruce.

A cena inicial nos deu uma impressão de que o filme seria todo ele espetacular, tamanha a qualidade. Daí somos apresentados aos personagens. Diga-se de passagem, durante a produção do filme, três atores foram muito criticados por serem escolhidos: Ben Affleck, Gal Gadot e Jesse Eisenberg. E para quem criticou os três estavam bem errados. Affleck entrega um Batman mais sisudo, mais centrado nos seus pensamentos. O ator em momento algum deixa a desejar. Gal Gadot se mostra fantástica nas cenas de ação em que a amazona participa nos deixando esperançosos de que o filme solo da Mulher Maravilha seja muito bom. E Jesse Eisenberg, na minha humilde opinião, é a melhor coisa do filme. Com sua fala rápida e diálogos muito bem colocados, ele entrega uma atuação com um tom um pouco doentio, que nos remete a lembrar do Coringa de Heath Ledger. Henry Cavill se mostra um pouco apático durante todo o filme, o herói parece acordar na atuação apenas quando a sua amada Lois, está correndo perigo. Se essa atuação fria se deve ao fato da população mundial estar dividida entre a sua presença na Terra, Snyder não trabalhou muito bem isso no longa.

Como falei antes, Snyder tinha em mãos muitas histórias para usar no filme, e essa colcha de retalhos começa a ser usada logo após a brilhante cena inicial. São tantas cenas aleatórias que você pode se sentir um pouco confuso com tanta coisa introduzida no filme. E por ter várias histórias, a direção de Snyder parece um pouco perdida. O diretor que sempre entregou ótimos filmes, como Madrugada dos Mortos, Sucker Punch: Mundo Surreal, O Homem de Aço, entre outros, aqui não está nem um pouco inspirado. A impressão que da é que ele foi montando o filme do jeito que dava, sem falar que algumas coisas poderiam nem ser utilizadas no longa, como por exemplo, os sonhos de Bruce Wayne ou a trama envolvendo Lex Luthor e a Senadora Finch, que praticamente ao final foi até deixada de lado.

O roteiro cheio de histórias e que prejudicou a direção de Snyder, acerta em cheio na trama que une Batman e Superman, que a deixa quase que em tom poético o envolvimento de homens e deuses. Os filmes da DC sempre foram conhecidos por carregar mais uma carga dramática do que os da Marvel, que é sempre muito colorido e recheado de cenas engraçadas. Aqui em Batman vs Superman é justamente um arco dramático que fará os dois heróis ficarem lutando do mesmo lado, já soltando um pouquinho de spoiler. Algo que está acontecendo no presente com Superman, que fará o Batman lembrar do seu passado, e assim unir forças junto ao Filho de Krypton na luta contra as loucuras de Lex Luthor.

Outro ponto acertado no filme foi o modo como a Mulher Maravilha foi introduzida. O trailer sempre me deixava inquieto como isso iria acontecer, pois no trailer ela aparecia de repente no meio da ação, fazendo o Batman e o Superman se olharem intrigados pela presença dela. Porém, logo fez sentido e a personagem de Gal Gadot é uma das melhores coisas no filme, quando se trata de ação.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça tinha capacidade de ser muito mais do que foi. Infelizmente a direção de Snyder, junto com um roteiro repleto de tramas, faz com que o filme tenha um sério problema de estrutura, o que deixa o filme regular. Longe de ser épico, o filme conseguiu introduzir os heróis da liga nas telonas. Depois de uma trilogia Batman fantástica, e um O Homem de Aço ótimo, é torcer que o futuro dos heróis da DC retome o caminho certo, depois dessa pequena derrapada de Batman vs Superman.

Nota 7

Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016. Direção: Zack Snyder. Com: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly Hunter, Gal Gadot, Kevin Costner. 151 Min. Ação.

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