Cinema: Capitão América – Guerra Civil

Capitão América - Guerra Civil

E chega aos cinemas Capitão América: Guerra Civil, um dos filmes mais esperados do ano, não só por colocar o Capitão América e o Homem de Ferro frente a frente com suas divergências de pensamentos, mas também por mostrar pela primeira vez o Homem Aranha em um filme do universo cinematográfico da Marvel.

Os acontecimentos de Capitão América: Guerra Civil se passam logo depois de Vingadores: Era de Ultron. Depois da destruição do ataque de Ultron, que deixou um rastro de destruição, seguido de um erro cometido pela Feiticeira Escarlate, os políticos adotam como medida um acordo intitulado de Tratado de Sokóvia, nele os heróis precisariam se registrar para conter futuras catástrofes em grande escala envolvendo esse tipo de conflito e, é claro, responsabiliza-los em caso de erros. É nesse ponto que os dois principais heróis da história divergem em seus ideais e pensamento. De um lado temos Steve Rogers que não aceita se registrar, pois acredita que é bem melhor os heróis atuarem da forma em que estão; e do outro lado temos Tony Stark que acredita que se registrar junto ao governo seja o melhor que os heróis possam fazer. Esse conflito de pensamentos faz com que cada herói consiga adeptos para lutar por cada ideal. O que faz com que o filme seja uma overdose de heróis a todo momento.

Dois pontos merecem muito destaque no roteiro. O primeiro é o filme não mostrar nenhum dos dois heróis como vilão. Entre os conflitos deles, não existe bem ou mal, existe sim, como já falei acima, uma divergência de pensamentos. E isso faz com que seja bacana para o espectador escolher de qual lado ficar, criando assim uma interação bastante interessante entre filme-público. Até nas campanhas de marketing, a Marvel trabalhou muito bem isso, evidenciando muito na grande rede os Times de Capitão América e Homem de Ferro. Outro ponto bastante positivo foi o filme ter acertado na dramaticidade. Os diretores Anthony e Joe Russo entregam o filme mais maduro e dramático do universo Marvel. Aquele drama que Homem de Ferro 3 prometeu entregar, mas que ficou só no trailer, aqui é trabalhado de maneira cuidadosa pelos irmãos Russo. Aqui, vários personagens tem seus dramas internos, e acompanhar as tomadas de decisões de cada um deles, nos faz participar da história de uma maneira incrível. É muito bom, por exemplo, você ver um ator como Robert Downey Jr. trabalhando o seu ótimo lado dramático, como ele já fez muito bem em filmes mais antigos, como em Chaplin.

Apesar de ir fundo no drama, o filme tem seus momentos engraçados, não muitos, mas tem. E um fato muito bom é que essas piadas não ficam com Tony Stark. Homem Aranha e Homem Formiga são os responsáveis por diálogos e frases hilárias, que vão divertir e fazer rir no momento e na medida certa. Os irmãos Russo souberam dosar muito bem e equilibrar a história de maneira muito satisfatória para que essas piadas não estragassem o conteúdo dramático do filme.

Outro acerto dos irmãos Russo é a boa introdução que eles fazem com o personagem Pantera Negra, interpretado pelo ator Chadwick Boseman. Também com seus dramas internos, o personagem nos envolve de uma maneira muito interessante, a ponto de sua história e seu passado nos interessar mais do que suas habilidades como herói. Outro integrante que dispensa apresentações e que foi muito bem utilizado, foi o Homem Aranha. Interpretado pelo jovem Tom Holland, o garoto tem o carisma suficiente para fazer com que o seu Homem Aranha seja o melhor que o cinema já viu. Ele cai de paraquedas no meio do conflito entre Capitão América e Homem de Ferro, e é nesse momento que o personagem utiliza todo o humor característico do papel. A primeira aparição do Aranha no mundo Marvel nos cinemas foi inesquecível.

O filme possui pequenos erros, nada muito grave. Uma cena em especial, na minha opinião, ficou muito artificial. A cena em questão é uma de ação em uma rodovia. Fica claro que nas mãos de um diretor mais experiente como um Ridley Scott ou um George Miller, essa cena ficaria incrível. Outro ponto que me incomodou foi o vilão Zemo, interpretado por Daniel Bruhl. Considero um personagem fraco e um vilão apagado, sem brilho. Um personagem que está na história sustentando o papel de vilão, mas que no fim da história, se não estivesse lá não teria feito diferença nenhuma.

Capitão América: Guerra Civil mostra um amadurecimento nas histórias da Marvel, que nos remete a lembrar da excelente Trilogia Batman de Christopher Nolan. Agora é torcer que esse amadurecimento continue sendo bem utilizado nas próximas histórias do universo Marvel.

Nota 9

Captain America: Civil War, 2016. Direção: Anthony Russo e Joe Russo. Com: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Jeremy Renner, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Paul Rudd, Emily VanCamp, Tom Holland, Daniel Bruhl. 147 Min. Ação.

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