Cinema: Procurando Dory

Procurando Dory

Chega aos cinema a tão esperada sequência de Procurando Nemo (2003), Procurando Dory (2016). Essa demora de mais de 10 anos é explicada pelo diretor Andrew Stanton que ainda se recupera do fracasso do filme live action John Carter: Entre Dois Mundos. Antes de ser adquirida pela Disney, a Pixar tinha uma política de não fazer sequência de seus filmes (exceção apenas para Toy Story), para que fossem produzidos apenas filmes brilhantes e originais, sem perder a originalidade e não correr o risco de produzir animações inferiores. Segundo Andrew, a longa espera se deu pelo fato que só agora houve a história certa para enfim a Pixar continuar a sequência dos nossos tão queridos personagens Marlin, Nemo e Dory. O diretor já conseguiu ganhar dois Oscar por animações produzidas anteriores (o primeiro com a aventura do peixe palhaço Marlin a procura de seu filho, Procurando Nemo, e o segundo com o fantástico Wall-e)

A premissa dessa história se assemelha muito com a anterior, Dory, que sofre de perda de memória recente, começa a ter pequenos flash de memórias sobre seus pais e a sua origem, fazendo com que Nemo e Marlin a ajudem nessa jornada novamente pelo gigantesco oceano. Dessa vez não é mais para P Sherman, 42, Wallaby Way-Sydney, e sim para o Instituto da Vida Marinha (IVM) na California.

Somos novamente apresentados a personagens tão queridos da primeira sequência, à arraia que é professor de Nemo e à tartaruga de pente com seus filhotes. Porém, o longa conta com novos personagens que ganham um certo espaço na trama. Todos são bem arquitetados e com personalidades marcantes, que transformam essa nova jornada em um passeio divertido e emocionante. Podemos destacar alguns, como o Polvo Hank que ajuda Dory a se orientar no Instituto; Bailey, uma baleia branca que está convencida que suas habilidades de ecolocalização não funcionam mais e Destiny, um tubarão baleia míope que foi quem ensinou o tão famoso baleiês a Dory.

O padrão Pixar nos é apresentado novamente. A narrativa vai além da busca da peixinha por seus pais, aborda também a questão da aceitação de deficiências e personalidades, além, claro, da família (mostrando a importância não apenas da genética, mas também da família de coração). O humor próprio do estúdio continua lá, porém com piadas não tão originais assim, que o público já teve a oportunidade de ouvi-las no primeiro longa.

O estúdio continua surpreendendo o público com a questão estética. A evolução nas ferramentas de animação é de um primor aos olhos, os movimentos, a luz e a realidade da água, mudando de cor de acordo com a profundidade que os protagonistas estavam é surpreendente para o público. A construção de cada personagem, trazendo com ele as características da espécie em cada detalhe é outro acerto para o longa.

Mesmo com todo esse destaque, Procurando Dory falha em se tornar memorável. Para os jovens de plantão acima de 13 que puderam assistir ao primeiro sucesso da saga, é notório que o estúdio, a pedido da Disney, tentou tirar o máximo possível de um sucesso que não foi criado para ter sequência. É competente, mas não acrescenta em nada ao universo original de filmes. Serve como nostalgia para os fãs ver os tão queridos personagens, com risadas e uma pitada de emoção, além de citar a excelente dublagem na versão brasileiro, que nos arrancou gargalhadas com piadas exclusivamente nossas encaixadas na trama.

Apesar desses deslizes na narrativa, a animação já bateu recordes de bilheterias de grandes animações do estúdio Disney, como O Rei Leão, e isso só aponta para o grande acerto comercial.

Procurando Dory é uma boa pedida para assistir, divertido, visualmente lindo e que pode até arrancar lagrimas de alguns telespectadores. Pode não ser o destaque do estúdio desse ano, mas com certeza vale muito a pena ser conferido.

Nota 8

Finding Dory, 2016. Direção: Andrew Stanton e Angus MacLane. Com as vozes originais de: Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Ed O`Neill, Kaitlin Olson, Hayden Rolence, Ty Burrell, Diane Keaton, Eugene Levy, Sloane Murray, Sigourney Weaver. 97 Min. Animação.

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Cinema: Zootopia

Zootopia

Já tem alguns anos que a Disney vem acertando sobre suas criações no quesito animação, após o fracasso de bilheteria ocorrida com algumas produções, como é o caso de A espada é a Lei e Marte Precisa de Mãe.

Esse ano chega uma animação voltada para o público infanto-juvenil que está dando o que falar, Zootopia é uma das produções contemporâneas que mais teve acertos da produtora esse ano.

Quando os telespectadores tiveram acesso ao trailer, imaginaram tratar-se apenas de mais um filme infantil da Disney, porém, quando se ver o longa na íntegra, perceberam que se tratava de uma trama profunda e uma aventura brilhante.

Embora os personagens sejam animais que falam semelhante a fábula, a premissa do filme é bem mais complexa e facilmente reconhecida pelo público, mamíferos e predadores convivem pacificamente, mas a Lei Natural que envolve esses dois reinos não foi completamente resolvida. Com a direção de Byron Howard e Rich Moore (Enrolados e Detona Ralph, respectivamente), somos apresentados a coelhinha fofa chamada de Judy Hopps que desde criança tem o sonho de ir morar na cidade de Zootopia exercendo a profissão de policial.

Esse sonho, porém, não é levada a sério por leões, ursos, rinocerontes e outros gigantes da natureza, considerados mais capazes para o trabalho, inclusive seus pais não a encorajam a prosseguir e preferem que ela seja uma produtora de cenoura como eles e os outros membros da família.

No entanto, esperta e corajosa, Judy consegue entrar para a academia policial e se destacar no recrutamento. Ao se mudar para Zootopia, ela se depara com uma cidade repleta de oportunidades e civilizada, mas ao mesmo tempo está cheia de preconceitos e intolerâncias, inclusive por parte da própria coelhinha. A protagonista acaba tento que tolerar seus preconceitos desde o seu primeiro encontro com a raposa Nick Wilde. Ele, diferente de Judy, possui todas as características que a sociedade impõe sobre sua espécie, é malandro, espalha golpes pela cidade e sua astúcia faz ele levar muitas vantagens.

A relação entre os dois começa a mudar quando Judy e Nick são obrigados a unir forças para resolver um caso de desaparecimento de um animal predador. O chefe de Judy, não acreditando no potencial da coelhinha, dar a ela um prazo de 48 horas para resolver o caso do desaparecimento e é aí que uma trama policial entra em ação, cheia de mistérios e surpresas.

À medida que a trama vai evoluindo, percebemos quão profundo o assunto é e os personagens também. E o que era um mero caso de desaparecimento, é na verdade um complexo caso de animais predadores voltando a sua natureza primitiva de violentos e irracionais.

A história traz uma reflexão sobre julgar pela aparência, em que os protagonistas também estão sujeitos a cometer erros. O mundo criado em Zootopia mostra a intolerância existente no mundo e que precisa ser admitida e superada, não apenas mascarada com falsos moralismos.

Além dos efeitos visuais bastante elaborados, um cenário inteligente, uma reflexão sobre vários preconceitos existente no mundo (inclusive o da mulher como representação do sexo frágil), o longa é mais uma experiência da nova fase do estúdio Disney, que também evitou transformar Elsa em uma vilã e mostrou com a princesa Merida que para ser feliz não precisa da presença de um marido, Zootopia serve para mostrar a essa nova geração que uma fábula precisa ter uma relação mais pessoal, o público precisa fazer parte da história, identificando-se com ela, para captar o real sentido da mensagem. Além disso tudo, não deixando de lado, claro, a diversão, tanto para adultos como para crianças.

Nota 9

Zootopia, 2016. Direção: Byron Howard e Rich Moore. Com as vozes originais de: Ginniferr Goodwin, Jason Bateman, Idris Elba, J. K. Simmons, Octavia Spencer, Shakira. 108 Min. Animação.

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Cinema: Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme

Snoopy & Charlie Brown - Peanuts O Filme

Foram exatos 50 anos que Charles M. Schulz criou e desenhou tudo relacionado a Snoopy e os outros personagens da tirinha. De 1950 ao ano 2000, quando morreu, era ele quem dava vida e sentimentos a um dos desenhos e tirinhas mais importantes da história. Após a sua morte, aconteceram muitas tentativas para trazer o desenho para as telas do cinema, porém, a família sempre recusava. Até que o filho e o neto de Schulz, Craig Schulz e Bryan Schulz respectivamente, resolveram levar Snoopy, Charlie Brown, Linus, Lucy e companhia para as telonas.

No filme, Charlie Brown e toda a sua turma ficam curiosos para saber quem é a nova moradora da vizinhança, a famosa garotinha ruiva. Charlie logo fica encantado por ela, porém, não tem coragem nem de se apresentar para a garota. Sem confiança, ele acaba sempre desistindo de falar com a garotinha, por se achar muito inferior a ela. Charlie tenta mudar e, para isso, terá a ajuda de Snoopy e seus amigos.

Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme, vale muito pela nostalgia. É muito bom reviver na tela do cinema personagens que marcaram a nossa infância. Escrito por Craig e Bryan Schulz, e dirigido por Steve Martino, o filme não marca. Sua história é simples, não muito profunda. É um filme muito bonito até em sua estética, diferente das atuais animações, mas mesmo assim, belo. Porém, a impressão que fica ao final é que faltou alguma coisa. Apesar da criação da história ter continuado na família que o criou, é notório que faltou o toque do próprio Charles M. Schulz.

A nostalgia vai nos tomar de conta, iremos rir e nos emocionar durante o filme. Mesmo sendo simples, reencontrar Snoopy e sua turma é uma viagem de volta à infância. Vale a pena ver o filme e reviver uma parte importante da nossa vida.

Nota 7

The Peanuts Movie, 2015. Direção: Steve Martino. Com as vozes originais de: Rebecca Bloom, Anastasia Bredikhina, Francesca Capaldi, Alexsander Garfin, Noah Johnston, Bill Melendez, Hadley Belle, Noah Schnapp. 88 Min. Animação.

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Cinema: O Bom Dinossauro

O Bom Dinossauro

O ano de 2016 inicia com mais uma animação da Pixar, O Bom Dinossauro é a mais nova produção desse estúdio que há anos vem trazendo histórias super originais e emocionantes do tipo: e se nossos brinquedos falassem? E um ratinho tivesse dotes culinários? Ou, e se um peixe palhaço nadasse o alto mar em busca do seu filho que sem querer foi pego por um barco?

Dessa vez, a premissa é: e se o asteroide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo os dinossauros, tivesse errado o alvo e os dinossauros não tivessem sido extintos? Um ponto de partida criativo e condizente com as animações anteriores, no entanto, o que era para ser mais um enredo original, caiu na simplicidade e clichê de histórias já contadas pela Disney anteriormente.

No entanto, isso não significa dizer que o filme é ruim, pelo contrário, a história consegue prender a atenção por muitos aspectos.

O enredo vai contar a historia de uma família de dinossauros, pai, mãe e três filhos. Arlo (um dos três irmãos) sofre muito na mão dos outros dois, pois ele é o menor de todos e possui muitos medos. Após um acidente em que o pai de Arlo acaba morrendo tentando matar a “praga” que estava comendo os milhos da agricultura da família, o pequeno dinossauro sabe que ele precisará enfrentar os seus medos para poder ajudar sua família. É em uma dessas tentativas de vencer, que ele sai em busca do que estava acabando com a comida da família, mas ele e a “praga” são levados pelas correntezas do rio para um local bem distante da casa do dinossauro.

Arlo terá que enfrentar aquilo que mais temia, e o pior de tudo, sozinho. Porém, ele contará com uma ajuda muito especial, um pequeno ser humano que era a tal “praga” que estava comendo os milhos da agricultura (nomeado pelo jovem dinossauro de Spot).

Em muitos aspectos, o filme é uma cópia escancarada do clássico infantil O Rei Leão de 1994. A história da morte trágica do pai, o filho fraco e pequeno que acaba sozinho num local desconhecido e é ajudado por outros personagens que o farão encarar seus medos, é algo bem clichê para os amantes de animação.

Contudo, o longa impressiona demais na qualidade técnica do cenário. As luzes, as sombras, a água, os pedregulhos embaixo d’água, tudo possui um grau de realismo extremamente impressionante, é impossível não perceber. Nunca a computação gráfica havia recriado a natureza com tamanha perfeição. Desde Wall-e que a empresa não cria cenários tão vivos.

O grande azar do filme foi ter aparecido seis meses após a estreia de um dos mais maravilhosos longas de animação criados pela Pixar Animation: Divertida Mente, já que o projeto de O Bom Dinossauro era para ter sido entregue em 2013. O grande diferencial das animações desse estúdio é trazer histórias tão simbólicas, que agradam tanto o público adulto quanto o infantil, e é aí que essa nova animação deixa a desejar, com uma trama quase pueril, o resultado é “apenas” infantil. Apesar de clichê, a animação trás várias mensagens importantes: medos, morte, família, superação e principalmente sobre a amizade.

A história do apatossauro Arlo é envolvente e singela, vai divertir os menores e emocionar os maiores, mas não tem o fator-Pixar-de-emoção-criatividade-desmoralização do cinema, que faz escorrer suor até dos olhos de Chuck Norris.

Nota 8

The Good Dinosaur, 2015. Direção: Peter Sohn. Com as vozes originais de: Jeffrey Wright, Frances McDormand, Maleah Nipay-Padilla, Ryan Teeple, Jack McGraw, Marcus Scribner, Raymond Ochoa. 93 Min. Animação.

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Cinema 2016: Principais Lançamentos

2016 chegou, e com ele muitos filmes são esperados! Entre aventuras fantásticas, lutas entre super heróis e animações que prometem emocionar, o Claquetes separou para você os principais lançamentos deste ano que promete e muito!

Os Oito Odiados
Estreia Prevista: 07/01/2016

Os Oito Odiados

Quentin Tarantino está de volta, trazendo agora uma história de faroeste. O filme mostra a história de uma diligência contendo vários passageiros, que, devido a uma nevasca, são impedidos de continuar viagem. Eles serão vitimas de um ataque de caçadores e outros criminosos.

Direção: Quentin Tarantino. Com: Samuel L. Jackson, Kurt Russell e Jennifer Jason Leigh.

O Bom Dinossauro
Estreia Prevista: 07/01/2016

O Bom Dinossauro

Pixar é sinônimo de qualidade. E aqui o estúdio vai nos trazer uma história baseada em: E se o Planeta Terra não tivesse sido destruído por um asteroide e os dinossauros ainda existissem? É com essa premissa que a Pixar vai contar a história de amizade entre um jovem menino humano e um dinossauro adolescente.

Direção: Peter Sohn. Com as vozes originais de: Jeffrey Wright, Frances McDormand e Maleah Nipay.

Creed: Nascido Para Lutar
Estreia Prevista: 14/01/2016

Creed - Nascido Para Lutar

O filme vai contar a história de Adonis Johnson, filho de Apollo Creed, no mundo das competições profissionais de boxe. Adonis não conheceu seu pai, que faleceu antes do seu nascimento. Treinado por Rocky Balboa, vamos acompanhar um lutando pela glória, e o outro pela vida.

Direção: Ryan Coogler. Com: Michael B. Jordan, Sylvester Stallone e Tessa Thompson.

Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme
Estreia Prevista: 14/01/2016

Snoop

A animação é baseada nos quadrinhos do cartunista norte-americano Charles M. Schultz. A série, conhecida no Brasil como Minduim, acompanha as aventuras de Charlie Brown, Snoopy e sua turma.

Direção: Steve Martino. Com as vozes originais de: Bill Melendez, Noah Schnapp, Alexander Garfin.

A 5ª Onda
Estreia Prevista: 21/01/2016

A quinta onda

A Terra está sofrendo uma série de ataques estranhos. Ataques eletromagnéticos, tsunamis, vírus transmitidos por pássaros e alienígenas infiltrados são alguns deles. Será que seria o fim da raça humana?

Direção: J. Blakeson. Com: Chloë Grace Moretz, Maika Monroe e Liev Screiber.

Deadpool
Estreia Prevista: 11/02/2016

Deadpool

Ex-militar e mercenário, e ainda com câncer em estado terminal. Wade Wilson se submete a uma experiência científica que consegue curar o seu câncer. Após a experiência, ele ganha poderes e torna-se Desdpool, e agora ele vai buscar vingança contra o homem que destruiu sua vida.

Direção: Tim Miller. Com: Ryan Reynolds, Morena Baccarin e Gina Carano.

A Garota Dinamarquesa
Estreia Prevista: 25/02/2016

A Garota Dinamarquesa

O filme é uma cinebiografia de Lili Elbe, que nasceu homem e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. O filme foca no romance com Gerda e a descoberta dele como mulher.

Direção: Tom Hooper. Com: Eddie Redmayne, Alicia Vikander e Amber Heard.

Kung Fu Panda 3
Estreia Prevista: 17/03/2016

Kung Fu Panda 3

O panda mais simpático do cinema está de volta. Po recebe a visita do seu pai que há muito tempo não o via, e acaba indo para uma reunião familiar. Mas Po é surpreendido por um vilão, e pede ajuda a seus velhos amigos para treinar os moradores locais na luta contra o vilão.

Direção: Alessandro Carloni  e Jennifer Yuh. Com as vozes originais de: Jack Black, Angelina Jolie e Dustin Hoffman.

A Série Divergente: Convergente – Parte 1
Estreia Prevista: 17/03/2016

A Série Divergente Convergente - Parte 1

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. O desfecho da saga será dividido em duas partes.

Direção: Robert Schwentke. Com: Shailene Woodley, Theo James e Naomi Watts.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Estreia Prevista: 24/03/2016

Batman vs Superman- A Origem da Justiça

Após O Homem de Aço, Superman divide opinião pelo mundo. Muitos o tem com herói, porém, outros querem que ele vá embora do planeta. Bruce Wayne está do lado dos seus inimigos, e decide usar sua força de Batman para combatê-lo. Porém, enquanto isso, uma nova ameaça vai aparecendo.

Direção: Zack Snyder. Com: Bem Affleck, Henry Cavill e Amy Adams.

Capitão América: Guerra Civil
Estreia Prevista: 28/04/2016

Capitão América - Guerra Civil

Após os eventos de Vingadores: Era de Ultron, os políticos buscam algum meio de controlar os super-heróis. Essa decisão coloca o Capitão América em divergência de ideais com o Homem de Ferro.

Direção: Anthony Russo e Joe Russo. Com: Chris Evans, Robert Downey Jr. e Scarlett Johansson.

X-Men: Apocalipse
Estreia Prevista: 19/05/2016

X-Men - Apocalipse

O desfecho da nova trilogia dos mutantes, traz Em Sabah Nur, os planos de mergulhar o mundo em um apocalipse para garantir a supremacia.

Direção: Bryan Singer. Com: Jennifer Lawrence, Michael Fassbender e James McAvoy.

Alice Através do Espelho
Estreia Prevista: 26/05/2016

Alice Através do Espelho

Sem a overdose psicodélica de Tim Burton, mas ainda muito colorido, Alice atravessa outro espelho, e encontra outro mundo, tendo como tema um jogo de xadrez. Johnny Depp volta como o Chapeleiro Maluco.

Direção: James Bobin. Com: Johnny Depp, Anne Hathaway e Helena Bonham Carter.

Invocação do Mal 2
Estreia Prevista: 09/06/2016

Invocação do Mal 2

Continuação do sucesso de 2013, a trama envolverá novos fenômenos sobrenaturais e a tentativa dos renomados demonologistas de combaterem uma entidade demoníaca.

Direção: James Wan. Com: Patrick Wilson, Vera Farmiga e Frances O’Connor.

Procurando Dory
Estreia Prevista: 16/06/2016

Procurando Dory

E o romance está no ar, digo melhor, no mar. Um ano após ajudar Marlin a reencontrar o filho Nemo, Dory precisa agora lidar com vários peixes do seu passado, entre eles alguns pelos quais ela foi apaixonada.

Direção: Andrew Stanton e Angus MacLane. Com as vozes originais de: Idris Elba, Dominic West e Diane Keaton.

Independence Day: O Ressurgimento
Estreia Prevista: 23/06/2016

Independence Day - O Ressurgimento

20 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, essa continuação se passa poucas semanas depois dos fatos, já que vimos do ponto de vista dos aliens, pois para eles são dias de viagem no espaço, para a Terra são muitos anos.

Direção: Roland Emmerich. Com: Joey King, Maika Monroe e Liam Hemsworth.

A Era do Gelo 5
Estreia Prevista: 14/07/2016

A Era do Gelo 5

Quinta aventura dos amigos Manny, Sid e Diego, eles vão ter que enfrentar junto com outros animais as mudanças climáticas no planeta.

Direção: Mike Thurmeier e Galen T. Chu. Com as vozes originais de: Simon Pegg, Melissa Rauch e Stephanie Beatriz.

Star Trek: Sem Fronteiras
Estreia Prevista: 21/07/2016

Star Trek - Sem Fronteiras

Depois de sofrerem com a ira de John Harrison, Kirk, Spock e companhia voltam à Enterprise para uma nova e difícil missão intergaláctica.

Direção: Justin Lin. Com: Chris Pine, Zachary Quinto e Sofia Boutella.

Esquadrão Suicida
Estreia Prevista: 04/08/2016

Esquadrão Suicida

O governo decide reunir um grupo de vilões com um arsenal poderoso para derrotar uma ameaça que o governo acha que só eles podem combater, por não ter nada a perder. No entanto, eles descobrem que não foram escolhidos para vencerem, e sim para perderem. Será que eles tentarão terminar a tarefa, ou vão decidir mudar o rumo da situação?

Direção: David Ayer. Com: Margot Robbie, Will Smith e Jared Leto.

Animais Fantásticos e Onde Habitam
Estreia Prevista: 17/11/2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam

O magizoologista Newt Scamander chega à Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega animais fantásticos do mundo da magia. Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.

Direção: David Yates. Com: Eddie Redmayne, Ezra Miller e Katherine Waterston.

As datas podem mudar dependendo do que as distribuidoras decidirem. Fique atento porque as estreias podem chegar de surpresa. E se as datas das estreias mudarem são de responsabilidade das distribuidoras, e não dos cinemas. Os lançamentos são para todo o Brasil. Geralmente, acontecem algumas estreias apenas em alguns estados.

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Cinema: O Pequeno Príncipe

O Pequeno Princípe

Chega aos cinemas uma das animações mais esperadas do ano: O Pequeno Príncipe. O filme do diretor Mark Osborne não é uma reprodução propriamente dita da obra-prima de Saint-Exupéry, faz uma mescla com situações dos dias atuais, mas não se preocupem, porque o essencial está presente.

A animação gira em torno de uma garota que tem uma mãe não muito presente, mas que é obcecada em manter a vida da filha regrada. A garota conhece um vizinho, o idoso aviador que anos atrás esteve perdido no deserto e conheceu o pequeno príncipe, é nesse ponto que as histórias começam a se encontrar.

O roteiro de O Pequeno Príncipe é bastante didático. Apesar do filme conter uma mensagem difícil de ser compreendida totalmente pelas crianças, os envolvidos pensaram nos pequeninos que irão ver o filme. Didática no sentido de ter dois tipos de animação em um só filme. Quando a história se passa no presente, observamos os efeitos computadorizados em cena, quando estamos observando a história do pequeno príncipe que vive sozinho em um asteroide e viaja pelo espaço para depois encontrar um aviador no deserto, entra em cena a animação em stop-motion. Diga-se de passagem, a utilização dos dois estilos de animação, além de importante para nos situar na história, é de uma beleza incrível o contraste causado pelas duas.

Outro ponto interessante para analisar são as cores utilizadas pela animação. Observe que enquanto a garota vive uma vida regrada organizada pela mãe, sem espaço para ter amizades e fazer coisas que a divirta, tudo ao seu redor recebe uma coloração cinzenta. Quando ela conhece o aviador, e se transforma em sua amiga, e os dois começam a compartilhar momentos, tudo é mais colorido, existe mais vida no ar. Mas só para lembrar, O Pequeno Príncipe não é a primeira animação que utiliza esse tipo de estilo de cores. Só para citar um exemplo, À Noiva Cadáver já utilizou a mesma técnica e também foi um resultado excepcional.

A mensagem que o roteiro do filme passa é fantástica. Talvez os pequenos não a compreendam por inteiro, mas os adultos a entenderão. A mensagem deixada de que é importante termos sonhos a percorrer, e que mais importante ainda é não deixar esses sonhos serem esquecido. Existe uma parte do filme, quando a garota vai à procura do príncipe e quando ela o encontra, essa parte me causou bastante impacto. Nessa cena vem à tona muito dessa mensagem, passado e presente se encontram, mas aprendemos que nunca é tarde para sonhar.

Personagens essenciais e cativantes fazem de O Pequeno Príncipe um filme lindo com a mensagem que quer passar e belo com as técnicas utilizadas. Um filme que emociona com a linda trilha sonora de Hans Zimmer e que nos faz refletir sobre nossa vida com o seu belo roteiro. Uma fábula linda e que ao final é difícil segurar as lágrimas.

Nota 9

The Little Prince, 2015. Direção: Mark Osborne. Com as vozes originais de: Rachel McAdams, Paul Rudd, James Franco, Marion Cotillard, Mackenzie Foy, Paul Giamatti, Benicio Del Toro, Jeff Bridges, Ricky Gervais. 108 Min. Animação.

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Cinema: Divertida Mente [Resenha 2]

Tema delicado: Pixar se arrisca com o tema depressão, e o resultado é um dos melhores filmes do estúdio.

Tema delicado: Pixar se arrisca com o tema depressão, e o resultado é um dos melhores filmes do estúdio.

Certa vez eu vi em um extra de um DVD de um dos filmes da Pixar (não lembro qual filme), que quando eles vão aprovar o roteiro de um filme do estúdio, eles só dão o sinal verde se todos da equipe derem nota dez. Tá certo, o estúdio derrapou um pouco com Carros 2, mas é incrível a capacidade de sair filmes memoráveis das mentes que trabalham na Pixar. Ratattouille, Wall-E, UP: Altas Aventuras, Valente, Procurando Nemo, Monstros S. A., sem falar de Toy Story que dispensa apresentações. Com Divertida Mente o estúdio cria mais uma obra-prima, e dessa vez envolvendo até um tema mais delicado.

A Pixar resolve contar uma história vista de dentro da mente de uma pessoa, a partir de suas emoções: Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo controlam a mente da garota Riley. A maneira divertida e reflexiva na qual a história é contada é incrível e também como as emoções tomam a frente dependendo do que está acontecendo é original ao extremo. Até a didática utilizada merece destaque, afinal de contas, todas essas emoções são abstratas. Cada detalhe é importante, por isso cada personagem possui uma cor, para facilitar o entendimento da história.

O filme também utiliza de psicologia para dar andamento na história. E até dar respostas do porquê acontece algumas coisas na nossa mente, como por exemplo, o fato de esquecermos algo, acontecimentos que define os nossos princípios, como são formados os sonhos, e, com certeza o assunto mais sério do filme, a depressão. O cuidado que a Pixar teve em tocar em um assunto como a depressão é de um esmero impressionante. Vale lembrar que em nenhum momento o termo depressão é falado no filme, mas é fácil entender devido ao momento que Riley está passando na vida. O filme também mostra que a Tristeza não é uma vilã, e sim que ela é muito importante, assim como todas as outras emoções para formar nossa personalidade. Viver decepções, ficar triste, chorar também fazem parte da vida. E se soubermos utilizar isso da maneira correta, sairemos mais fortes. Já diria Gandalf: “Nem todo choro é ruim…”

A simbologia é um ponto forte do filme. Momentos que marcam a vida de Riley faz a mente construir ilhas que fazem os seus princípios, ilhas como da Amizade, Honestidade, Família, entre outras… E no momento que a depressão toma conta da personagem, acontecem coisas que fazem as ilhas desmoronarem, como se a personagem deixasse de acreditar naquilo. Todas essas situações acontecem quando por um acidente, as emoções Alegria e Tristeza são lançadas para fora da sala de controle da mente de Riley, e o Medo, Nojinho e a Raiva tomam de conta, mas percebem que sem as outras duas, não podem fazer tudo. O filme também mostra a importância do trabalho em equipe.

Criativo e ousado, Divertida Mente é sim um dos melhores filmes da Pixar e mostra que o estúdio continua com o feeling para histórias originais e emocionantes.

Nota 10

Direção: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen. Com as vozes originais de: Amy Poehler, Phyllis Smith, Richard Kind, Bill Hader, Lewis Black, Mindy Kaling, Kaitlyn Dias, Diane Lane e Kyle MacLachlan. 94 Min. Animação.

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