R.I.P.: Alan Rickman

Morre Alan Rickman, interprete do Professor Snape na Saga Harry Potter

alan rickman

Ergão suas varinhas e lancem o lumus maxima. Horgwarts está de luto. Faleceu nesta quinta-feira (14/01) o nobre ator britânico Alan Rickman, que lutava contra um câncer.

Teatro, TV ou Cinema, seja qual fosse a mídia ele sempre era elogiado em suas atuações. Alan foi vencedor do Globo de Ouro em 1997, pelo papel de Grigori Rasputin, no filme Rasputin. Ele também foi ganhador do Bafta em 1992, pelo papel do Sheriff George em Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões. Apesar das premiações, o personagem pelo qual ficará marcado será o do Professor Snape, na Saga Harry Potter. Também foi visto atrás das câmeras, dirigindo Momento de Afeto em 1997 e Um Pouco de Caos em 2014.

O trio de protagonistas da Saga Harry Potter, se pronunciaram sobre a morte do amigo. Daniel Radcliffe citou a lealdade. “Um dos maiores atores. Ele é também uma das pessoas mais leal que eu já conheci na indústria cinematográfica“. Rupert Grint lamentou a morte. “Estou devastado ao ouvir sobre a morte de Alan Rickman. Meus pensamentos estão com sua família e amigos nesse momento“. Emma Watson ressaltou a tristeza da morte. “Eu estou triste em saber sobre a morte de Alan hoje. Eu me sinto sortuda de ter trabalhado e passado um tempo com um ator e homem tão especial. Vou sentir muita falta de nossas conversas. RIP Alan. Nós te amamos“.

O ator deixa dois trabalhos inéditos que vão estrear no cinema. Escutaremos sua voz em um dos personagens computadorizados de Alice Através do Espelho e sua atuação em Eye in the Sky, ao lado de Helen Mirren.

Alan também pode ser visto em filmes como Duro de Matar, Razão e Sensibilidade, Simplesmente Amor, Quase Deuses, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, entre outros.

Alan deixa a esposa Rima Horton, com quem se casou ano passado, após 50 anos de convivência.

#RIPAlanRickman

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Cinema: Noé

Noé: visão de Aronofsky causa polêmica.

Noé: visão de Aronofsky sobre o dilúvio causa polêmica.

Adaptações de livros para o mundo do cinema nunca foi uma tarefa fácil. Os fãs da saga Harry Potter reclamam muito de várias coisas que ficaram de fora e algumas mudanças durante toda a saga. E o que dizer de O Hobbit? Um livro minúsculo que virou três filmes de três horas cada? E esse tipo de adaptação se torna mais complicada ainda quando a história vem da Bíblia, já que carrega o status de “sagrado”. E para apimentar mais, o filme ainda é de Darren Aronofsky, um diretor cheio de talento, criativo e visionário.

Para contar a história de Noé, Aronofsky volta ao tempo e inicia seu filme com a história da maçã, passando pelos descendentes de Caim que criaram um povo violento. Até que o Criador resolve limpar a terra, e ordena a um homem (Noé), a construir uma arca, na qual ele salvaria um casal de cada animal, e lógico, sua família.

Mas Noé tem dificuldades de entender com exatidão as ordens do Criador. E é nesse ponto que Aronofsky aproveita para fazer o seu filme. O diretor mergulha a fundo nos dramas, obsessões e decisões que Noé tem de tomar. Aronofsky sempre foi apaixonado por filmar seres humanos com obsessão, seja em Réquiem Para Um Sonho, Cisne Negro e em toda a sua filmografia. Em Noé, ele deixa o dilúvio em segundo plano (repare que não temos muitas imagens da catástrofe propriamente dita), e deixa que Noé e suas crenças, aflições e sofrimentos dominem o filme.

O roteiro do filme é muito polêmico. Aronofsky deixou bem claro que seu filme não seguiria fielmente a Bíblia. Mas nem por isso o diretor deixou de estudar sobre o personagem. O diretor pesquisou muito sobre a história em diversas religiões, e há quem garanta que ele resgatou até trechos pouco conhecidos. Quem conhece bem a história da Bíblia não vai digerir muito bem as mudanças. Mas vale lembrar, que desde o início o diretor deixou bem claro que esta era a sua visão da história do dilúvio, e não a maneira como estava no livro sagrado.

Dito isto, o diretor utilizou a sua grande habilidade criativa para fazer algumas mudanças da história que conhecemos,  diga-se de passagem: Que coragem do Darren Aronofsky! Adaptando o que adaptou e ainda realizando grandes mudanças, isso é que é ter coragem e mais, é confiar no seu público.

Mudanças como na família de Noé, no funcionamento da arca, um vilão para o filme e gigantes de pedra que são anjos caídos (esses gigantes inclusive lembrando muito alguns seres de uma certa Terra Média) são só alguns dos pensamentos livres que Aronofsky teve no filme, porque existem muitos outros. As mudanças foram muitas, e eu sei que é difícil para quem conhece a Bíblia digerir elas, mas o que tem que ser analisado aqui é o filme que Aronofsky entregou, principalmente por que em nenhum momento o diretor disse que seria fiel a Bíblia.

No fim, percebemos que o filme gira em torno do livre-arbítrio e das decisões que seu protagonista tem que tomar. O bom deste filme é que ele trouxe de volta os debates, a discussão. Alguns defendendo a visão de Aronofsky e outros não gostando nada dela,e  condenando o seu filme.

Aronofsky encontrou em Russell Crowe o seu Noé perfeito. Um pouco violento e carrancudo, Crowe colocou em seu Noé a fé e a obsessão necessária que seu personagem exigia, e assim ele domina o filme, e de longe tem a melhor atuação. Jennifer Connelly e Emma Watson não são muito exigidas, porém na parte final do filme cada uma tem uma grande cena. Logan Lerman não brilha, mas também não prejudica o filme. E o longa ainda conta com Anthony Hopkins, como Matusálem. Hopkins tem uma participação, digamos que até engraçada e de grande importância para a humanidade na visão de Aronofsky.

Em termos técnicos, o filme não tem uma boa edição. A primeira metade do filme é bem, mas bem arrastada. O figurino é totalmente diferente dos filmes bíblicos que conhecemos. Aronofsky chegou a declarar que não queria ninguém de túnica em seu filme. E assim ele fez. A trilha sonora de Clint Mansell lembra muito os filmes bíblicos antigos. E, diga-se de passagem, a trilha é ótima. Não conferi o filme em 3D, mas é notório que o 3D é totalmente dispensável, já que o próprio Aronofsky se recusou a fazer o filme assim, e foi o estúdio que inventou de convertê-lo para o formato.

Noé se junta a filmes como A Última Tentação de Cristo e O Código da Vinci, como polêmicos e sendo proibidos até em alguns países. Assista Noé de mente aberta, você será premiado com um bom filme. Adaptação complicada e polêmica, mas de qualidade. E tudo isso com o toque de um dos diretores mais criativos desta geração.

Nota 8

Noah, 2014. Direção: Darren Aronofsky. Com: Russell Crowe, Jennifer Connelly, Ray Winstone, Anthony Hopkins, Emma Watson, Logan Lerman, Douglas Booth, Nick Nolte, Mark Margolis. 138 Min. Drama.

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Cinema: Bling Ring – A Gangue de Hollywood

Futilidade e vagabundagem abordados no novo filme de Sofia Copolla.

Futilidade e vagabundagem abordados no novo filme de Sofia Copolla.

Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang). Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas, durante o dia e, pior, durante a noite. Fascinados pelo mundo glamuroso das celebridades das revistas, como Paris Hilton, e artistas como Kirsten Dunst, o grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com “os ganhos”, o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites.

Baseado em fatos reais, Bling Ring: A Gangue de Hollywood mostra a história de um grupo de jovens que começaram a assaltar as mansões dos artistas entre os anos de 2008 e 2009. A ideia dos assaltos, veio depois que eles descobriram que era bastante fácil entrar na casa dos artistas.

Os cinco jovens que realizavam os assaltos, tem em comum: a obsessão por artistas problemáticos, como por exemplo Lindsay Lohan e Paris Hilton; e todos eles tem bastante liberdade, já que os pais não acompanham os seus passos de perto. Qualquer coisa que os filhos digam, eles já acreditam e não vão averiguar. Nesse ponto do filme, a Diretora Sofia Coppola mostra perfeitamente o retrato da grande maioria dos jovens de hoje em dia: interesses por coisas fúteis e coisas erradas e a escolha de certas amizades que acabam prejudicando eles mesmos e assim, os levando para caminhos errados.

Sofia Copolla não se preocupa em colocar suspense no seu filme. Ela resolve contar a história. De cara, logo no começo já deciframos todo o filme: o filme começa com imagens de segurança de um dos assaltos, e logo depois já observamos o depoimento de Marc. Pronto. Deste ponto em diante vamos apenas observar como eram os assaltos, as outras coisas erradas que o grupinho fazia, e como eles foram pegues.

Bling Ring: A Gangue de Hollywood é um ótimo aviso aos pais, e deveria ser um filme obrigatório para se assistir com a família reunida. E que fique o aprendizado aos pais, para observar de perto a vida dos jovens, porque aqui no filme (e na vida real), quando eles foram descobertos, os pais ficaram sem acreditar que tal coisa fosse possível.

Depois de algum tempo na sessão do filme, minha cabeça ficou imaginando uma sessão dupla entre Bling Ring: A Gangue de Hollywood e Curtindo a Vida Adoidado. O primeiro, mostra como os interesses dos jovens de hoje, é fútil por besteiras e coisas do gênero, enquanto o filme de Ferris Bueller, mostra como ele faz para aproveitar um dia, mesmo que seja matando aula, mas mesmo assim ele aproveita alguma parte do tempo para se encher de cultura, porque ele e seus amigos, até visitarem o museu, visitam. Então fica aqui a torcida, por um mundo com mais Ferris Bueller’s, do que com os jovens de Bling Ring: A Gangue de Hollywood.

Nota: 9,0

The Bling Ring, 2013. Direção: Sofia Copolla. Com: Emma Watson, Katie Chung, Israel Broussard, Claire Julien, Taissa Farmiga, Georgia Rock, Leslie Mann, Gavin Rossdale,Paris Hilton. 90 Min. Drama.

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

Cinema: As Vantagens de Ser Invisível

Envolvente, Delicado e Surpreendente…

Logan Lerman e Emma Watson entregam ótimas atuações neste belo drama.

Logan Lerman e Emma Watson entregam ótimas atuações neste belo drama.

Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Mas Charlie continua a pensar pouco de si… até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.

Suicídio do melhor amigo e a morte da tia em um acidente de carro. São essas lembranças que rodeiam Charlie. Some-se a isso o fato do personagem estar começando o ensino médio e não conseguir fazer amigos pelos traumas que tem. E para completar, ele ainda sofre bullying. Como uma pessoa poderia passar por cima disso tudo? Resposta: encontrando amigos que não sofrem das mesmas coisas, mas que são capazes de entender Charlie, perfeitamente. Patrick e Sam entram na vida de Charlie, e faz com que ele tenha uma nova perspectiva de vida, de aproveitar, de conhecer coisas, enfim… de aproveitar a vida. Digamos, com um espírito “Ferris Bueller”…

O filme não tem nenhuma surpresa, e lógico que Charlie se apaixona por Sam. E sofre com isso, pois Sam está com outro cara, enquanto ele acaba namorando uma garota que aos poucos ele não vai suportando o seu jeito. Já Patrick, que é gay, precisa esconder um romance com o cara mais popular da escola… mas que acaba não terminando nada bem. E assim os personagens de As Vantagens de Ser Invisível, vão vivendo suas aventuras, seus amores, suas vidas, e percebendo que mesmo tão jovens a vida já se mostra muita complicada.

Dando vida a esses três jovens, temos Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller. Logan Lerman continua mostrando que tem muito carisma, e aqui ele está perfeito em um papel de um jovem que luta contra a depressão. Emma Watson continua mostrando porque sempre foi a melhor do trio principal na saga Harry Potter. Aqui temos Emma em um papel onde ela pode explorar muito o seu talento, e percebemos que a atriz cada vez mais irá crescer em sua carreira, e isso percebemos nos filmes que ela está escolhendo após a saga Harry Potter. Ezra Miller mostra talento de sobra em mais um papel desafiador na sua carreira, agora interpretando um gay. Miller interpreta um dos personagens mais ricos do longa. Elo de ligação dos amigos, e bastante brincalhão… mas no fundo percebemos que ele também tem seus sofrimentos e problemas. Enfim, o trio principal merece palmas. O filme ainda conta com o sempre ótimo Paul Rudd, no papel de um professor.

Baseado em um livro, o filme é dirigido pelo mesmo autor Stephen Chbosky. Com uma direção suave e tocante ele coloca coração em seu filme. O filme também ganha pontos nos temas principais… reunir músicas da década de 70, 80 e 90 dá todo um sentimento de nostalgia, enquanto ouvimos New Order, David Bowie e os sempre ótimos The Smiths (que tive o prazer de conhecer na trilha sonora de (500) Dias Com Ela).

As Vantagens de Ser Invísivel não tem, digamos, um final feliz. Mas mesmo assim, é um filme que encanta, por sua história sincera e cativante.

Nota: 8,5

The Perks of Being a Wallflower, 2012. Direção: Stephen Chbosky. Com: Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller, Mae Whitman, Paul Rudd, Nina Dobrev, Dylan McDermott, Melanie Lynskey, Kate Walsh, Joan Cusack. 103 Min. Drama.

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

Indicados ao Cine Eterno Awards 2013

O prêmio Cine Eterno Awards está em sua segunda edição, é uma premiação votada por blogueiros, críticos e administradores de sites de Cinema. O Claquetes marca presença no prêmio, eu, que aqui vos falo, (Evilmar S. de Almeida), fui convidado para fazer parte da equipe de jurados que irão escolher os Melhores de 2012 no cinema.

A primeira etapa da escolha dos indicados foi até o dia 06/01/2013. Os jurados escolheram filmes que tiveram seu lançamento comercial ou não no ano de 2012 aqui no Brasil.

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e Moonrise Kingdom conseguiram 10 indicações ao prêmio.

Prêmio Cine Eterno

Confira a lista de indicados ao prêmio:

Melhor Filme

A Invenção de Hugo Cabret
As Aventuras de Pi
A Separação
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Deus da Carnificina
Drive
Holy Motors
Moonrise Kingdom
Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Melhor Filme Nacional

2 Coelhos
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
Febre do Rato
Gonzaga, de Pai para Filho
Raul: O Início, O Fim e o Meio.
Xingu

Melhor Diretor

Asgar Fahardi, A Separação
Christopher Nolan, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Leos Carax, Holy Motors
Martins Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret
Nicolas Winding Refn, Drive
Roman Polanski, Deus da Carnificina
Wes Anderson, Moonrise Kingdom

Melhor Ator

Denis Lavant, Holy Motors
George Clooney, Os Descendentes
Leonardo DiCaprio, J.Edgar
Michael Fassbender, Shame
Michael Shannon, O Abrigo
Ryan Gosling, Drive

Melhor Atriz

Leila Hatami, A Separação
Meryl Streep, A Dama de Ferro
Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
Naomi Watts, O Impossível
Rooney Mara, Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Tilda Swinton, Precisamos Falar Sobre o Kevin
Viola Davis, Histórias Cruzadas

Melhor Ator Coadjuvante

Alan Arkin, Argo
Ben Kingsley, A Invenção de Hugo Cabret
Bruce Willis, Moonrise Kingdom
Javier Bardem, 007: Operação Skyfall
Michael Caine, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Michael Fassbender, Prometheus

Melhor Atriz Coadjuvante

Bérénice Bejo, O Artista
Carey Mulligan, Shame
Emma Watson, As Vantagens de ser Invisível
Jessica Chastain, Histórias Cruzadas
Judi Dench, 007: Operação Skyfall
Octavia Spencer, Histórias Cruzadas

Melhor Animação

A Origem dos Guardiões
As Aventuras de Tintin
Frankenweenie
Madagascar 3
ParaNorman
Valente

Melhor Roteiro

Asgar Fahardi, A Separação
Chris Terrio, Argo
David Cronenberg, Cosmópolis
Rian Johnson, Looper: Assassinos do Futuro
Stephen Chbosky, As Vantagens de ser Invisível
Wes Anderson e Roman Coppola, Moonrise Kingdom

Melhor Figurino

Albert Nobbs
Moonrise Kingdom
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Sete Dias com Marilyn
Sombras da Noite
Um Método Perigoso

Melhor Efeitos Visuais

007: Operação Skyfall
A Invenção de Hugo Cabret
As Aventuras de Pi
Batman: O Cavaleiro das Trevas
Prometheus
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
O Impossível

Melhor Trilha Sonora

Alexandre Desplat, Moonrise Kingdom
Hans Zimmer, Batman: O Cavaleiro das Trevas ressurge
Howard Shore, A Invenção de Hugo Cabret
Howard Shore, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Ludovic Bource, O Artista
Trent Reznor e Aticuss Ross, Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Melhor Edição

007: Operação Skyfall
A Invenção de Hugo Cabret
Argo
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Drive
Moonrise Kingdom
O Artista
Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Melhor Direção de Arte

A Invenção de Hugo Cabret
As Aventuras de Pi
Moonrise Kingdom
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Prometheus
Sombras da Noite

Melhor Fotografia

A Invenção de Hugo Cabret
As Aventuras de Pi
Cavalo de Guerra
Moonrise Kingdom
O Hobbit: Uma jornada Inesperada
Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Melhor Poster

As Aventuras de Pi
Batman: O Cavaleiro das Trevas
Moonrise Kingdom
O Segredo da Cabana
Shame
Sombras da Noite

Melhor Trailer

007: Operação Skyfall
As Aventuras de Pi
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Looper: Assassinos do Futuro
O Impossível
Prometheus

Melhor Personagem

Bane, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Brandon, Shame
David, Prometheus
Gollum, O Hobbit – Uma Jornada Inesperada
Motorista, Drive
Richard Parker, As Aventuras de Pi
Silva, 007: Operação Skyfall
Ted, Ted

Melhor Cena

Adivinhas no Escuro, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Batman vs Bane, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Cavalo Correndo pela Trincheira, Cavalo de Guerra
Memorias de Georges Méliès, A Invenção de Hugo Cabret
Primeira Cena de Chuck Norris, Os Mercenários 2
Primeira Cena de Silva, 007: Operação Skyfall

Pior Filme

A Dama de Ferro
A Saga Crepúsculo: Amanhecer parte 2, O Final
A Saga Molusco: Anoitecer
As Aventuras de Agamenon, O repórter
Battleship: A Batalha dos Mares
Cada Um Têm a Gêmea Que Merece
E aí… Comeu?
Motoqueiro Fantasma: Espirito de Vingança
Possessão
Resident Evil 5: Retribuição

O Editor-Chefe do site Cine Eterno, Jeferson Barbosa, explica como será a escolha dos vencedores: “A Próxima Etapa será de 20/01 até 17/02, onde será enviado um questionário para cada jurado escolher um em cada categoria, o voto será secreto“.

Agora é visitar o Cine Eterno, e esperar pelos vencedores!

O site do prêmio é: http://cineeternoawards.blogspot.com.br/

Evilmar S. de Almeida é comentarista de cinema do Claquetes. Instrutor de Informática por profissão e cinéfilo por natureza, é fundador e Editor Chefe do Claquetes desde 2011.

Especial: As Mais Belas Bruxas do Cinema

Tem para todos os gostos: do tipo jovens, do tipo mulherão, elegante. Enfim, o importante, é que essas adoráveis bruxas marcaram o cinema, confira abaixo uma seleção com 5 Bruxas que marcaram o cinema com a sua beleza.

Elvira, a Rainha das Trevas, 1988
Atriz: Cassandra Peterson (Elvira)

Cassandra Peterson

Elvira esteve nos pensamentos de muitos garotos quando o seu filme era passado inúmeras vezes na Sessão da Tarde. E não precisa muito se especular sobre a sua aparência e do por que ela está nessa lista. Elvira com certeza, é a bruxa mais sensual da história.

Jovens Bruxas, 1996
Atriz: Neve Campbell (Bonnie)

Neve Campbell

Foi uma das novas bruxas dos tempos modernos. No começo do filme, ela tem problemas de auto estima, mas isso logo muda quando pratica bruxaria para conseguir sua beleza, consequentemente Bonnie fica linda e sensual.

Harry Potter, 20012011
Atriz: Emma Watson (Hermione)

Emma Watson

Hermione começou como uma garotinha de cabelos cheios e crespos, agora ela é uma bela adolescente. Com seu jeito nerd e cheia de coragem, Hermione é sem dúvida uma das mais belas bruxas que o cinema já viu.

I Married a Witch, 1942
Atriz: Veronica Lake (Jennifer)

Veronica Lake

Jennifer foi uma das primeiras bruxas belas do cinema. Na beleza do cinema clássico ela se mostra linda com os lábios, olhares e atitudes.

Da Magia a Sedução, 1998
Atriz: Nicole Kidman (Gillian)

Nicole Kidman

Com um rosto belo e angelical, Gillian mostra beleza em todos os lados, mas é no momento em que ela se mostra dançando durante a meia-noite das margaritas, que ela eleva a sua beleza.

Então é isso, espero que tenham gostado. Ano que vem, na época do Halloween teremos um outro especial bem bacana.

Evilmar S. de Almeida

Cinema: Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Magia, Sofrimento e Amor…

Hora de decidir quem fica vivo: Harry enfrenta Voldemort.

Nesta segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Voldemort se aproxima. Tudo termina aqui.

Um final extraordinário! É isso que pode resumir o final da saga Harry Potter. Mais uma vez temos o diretor David Yates no comando, e ele leva a sensação de adrenalina a mil neste último filme da franquia. E como não podia deixar de ser, as atuações são o destaque nessa aventura final. Daniel Radcliffe entrega um Harry convicto do que o futuro lhe espera. Mesmo descobrindo no meio do filme o que acontecerá com ele, Harry não desiste e segue em frente na sua missão. Emma Watson continua muito bem como o centro dramático dos personagens principais, e sua Hermione está mais perfeita do que nunca. Rupert Grint e o seu Rony, continua com o lado um pouco cômico, mas devido as circunstâncias, Rupert também tem seus momentos dramáticos. A química dos três juntos chega a perfeição neste final. Agora não há como negar, Ralph Fiennes entrega a melhor atuação do filme. O seu Lorde Voldemort está simplestente excepcional, seja no modo como caminha, ou no seu jeito de falar. Ralph Fiennes coloca Voldemort na história como um dos maiores vilões da história do cinema.

Como já era de se esperar, o roteiro do filme deixa algumas coisas do livro de fora. Eu particularmente sei separar o livro do filme, e por isso não sinto muita falta do que ficou de fora. Mas mesmo assim, o roteiro é muito bom. A trilha sonora de Alexandre Desplat é magnífica neste final, o que deixa um cheiro de Oscar no ar… e por falar em Oscar, esse filme merece alguns, afinal, depois de 10 anos contibuindo tanto para o cinema, nada mais justo do que marcar a franquia com alguns Oscar’s.

Atenção Spoiler’s! Esta parte do texto é para quem viu o filme, ou leu o livro.

Como um dos fãs da saga Harry Potter, deixarei aqui o meu depoimento sobre como foi a primeira sessão que acompanhei deste último filme (no momento em que estava escrevendo, acabava de chegar da segunda sessão dele).

Pois bem… impossível não se emocionar. E confesso que a emoção já começou quando a logomarca da Warner Bros estava vindo em direção a tela… e eu pensando “é a última vez…” Depois, voltei ao normal e o filme já teve ação no começo quando Harry, Rony e Hermione invadem o Gringotes à procura de mais uma Horcrux… cena vai, cena vem… chega a hora que Harry e os colegas voltam a Hogwarts! E mais uma hora para se emocionar, na hora que Harry é visto pelos outros colegas toca o tema que John Williams criou para a Pedra Filosofal… impossível não lembrar daquele garotinho, que a 10 anos atrás descobria que era um bruxo. Minhas primeiras lágrimas chegaram quando a Professora Minerva e outros bruxos estavam lançando feitiços para proteger a escola, e com a bela trilha de Desplat… fiquei imaginando “não acredito… essa magia toda está acabando…

Enquanto Voldemort ia ficando mais vulnerável conforme as Horcruxes eram destruídas, não tinha como não vibrar de emoção com as declarações de amor: Rony beijando Hermione na câmara… para logo depois ele sair gritando pela Sala Precisa dizendo: “Ela é minha namorada!“; o beijo de Harry e Gina no meio de uma correria… Neville querendo encontrar Luna e dizer que a ama, porque talvez no amanhecer não esteja vivo. Uma das coisas que J. K. mais colocou em sua obra, foi isso, o amor… e como Voldemort despresava ele… e David Yates conseguiu fazer belas cenas como estas que citei, e o sujeito dentro da sala pensa: “isso Voldemort não tem…” perfeito!

Com certeza uma das cenas que ficará eternamente em minha memória é Voldemort e seus seguidores chegando em Hogwarts e Hagrid trazendo nos braços o corpo de Harry Potter… os rostos de Hermione e Rony ao ver Harry são carregados de emoção ao máximo… logo depois Neville faz um discurso muito emocionante, (lá vem as lágrimas de novo) seguido de Harry pulando dos braços de Hagrid e voltando a luta, para espanto de Voldemort.

Quando Molly matou Belatriz a platéia quase veio abaixo de tanta vibração e aplausos, afinal de contas, fã que é fã, não esquece que ela matou Sirius e torturou Hermione… falando em morte, também emociona o momento em que vemos os corpos de Fred, Lupin e Tonks, mortos na batalha.

Neville matando Nagini e acabando assim com a última Horcrux também fez a platéia aplaudir… e o momento final do confronto entre Harry e Voldemort foi espetacular… ver Voldemort perdendo as forças, e a varinha indo ao encontro de Harry, foi espetacular… e ver Voldemort sendo destruído faz o público respirar fundo e pensar… “agora acabou! Conseguimos, vencemos a batalha…

O fim do filme trás toda a magia de volta… ver Harry levando o seu filho, e atravessando a Plataforma 9 3/4… o garoto, que se chama Alvo Severo Potter, confessando a Harry que tem medo de ir para a Sonserina… nos remete a lembrar mais uma vez de A Pedra Filosofal… e aquela magia, do trem indo para Hogwarts… dos sapos de chocolate que aparecem lá no final… e o filme termina com um close, nos heróis: Harry, Hermione e Rony… impossível não haver lágrimas nesse momento… e a platéia fez uma salva de palmas pra lá de merecidas!

Fim dos Spoiler’s!

Então é isso, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 encerra de maneira magnífica esta saga, que com certeza é uma das maiores, e por que não a maior da história do Cinema… e me arrisco a dizer, que nunca mais veremos uma magia com essa magnetude no cinema…

Obrigado por tudo J. K. Rowling, e obrigado a Harry, Hermione e Rony, e a todos que participaram desta maravilhosa história…

Nota: 10,0

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part II, 2011. Direção: David Yates. Com: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Gary Oldman, Alan Rickman, Tom Felton, Bonnie Wright, Jason Isaacs, Michael Gambom, Maggie Smith, Evanna Lynch, Ciarán Hinds, John Hurt, Robbie Coltrane, David Thewlis, Clemence Poesy, Matthew Lewis, Natalia Tena, Jim Broadbent, Julia Walters, Helen McCroy, James Phelps, Oliver Phelps, Geraldine Somerville, Mark Williams, Adrian Rawlins, Devon Murray. 130 Min. Aventura.

Evilmar S. de Almeida